Jorge Jubrail
Pensamentos e Reflexões

Por Jorge Jubrail

Literatura
Jorge Jubrail

Microconto: Não sei, só sei que foi assim.

Pensou melhor e concluiu; não era bem aquilo que acreditou ser.

Microconto: Não sei, só sei que foi assim.

28 de abril de 2020 - 00:00 - Atualizado em 4 de junho de 2020 - 15:56

Se não bastasse o momento delicado da saúde, vem a política para nos complicar mais ainda. Nesse momento, é importante nos lembrarmos que não podemos formar opinião olhando apenas pelo nosso ponto de vista; precisamos sair da “caixinha” e analisar melhor todas as informações, fatos e atitudes para gerar o nosso conhecimento. Mais importante ainda, é nos colocarmos no lugar de nossos contrários, para enxergar as coisas pelo prisma deles e entender melhor o porquê dos argumentos divergentes.

Recordemos, também, que quando acreditamos sermos os únicos donos da verdade, nossa mente só produzirá argumentos sobre essa verdade, que defendemos como absoluta. Nossa mente é como um cofre, que só conseguimos sacar aquilo que depositamos, não tem como tirar algo diferente. Portanto, abrir a mente e aceitar o novo pode ser o fator de transformação que o mundo está precisando muito, mais pessoas com discernimento e bom senso para o debate.

Não podemos defender A em detrimento de Z sem conhecer todo o alfabeto. Coloquei propositadamente as letras extremas do alfabeto, para dar ideia que os opostos estão distantes, mas, fazem parte do mesmo abecedário e merecem o mesmo julgamento. Portanto, apesar de ser uma frase clichê – Pau que bate em Chico, bate em Francisco – Serve para nos recordar e evitar que pratiquemos outro velho clichê – Todos são iguais, mas, uns são mais iguais do que outros.

Aos que tem por obrigação informar e orientar a população, que o faça da forma mais justa e imparcial possível. Observamos muitas pessoas que deveriam somente comunicar, exercendo o papel de formador de opinião ou influenciador. Na política, se promovem a heróis ou vilões, sem se conhecer os meandros dos poderes, os bastidores das negociatas, apenas com base em suposições, sem se saber os verdadeiros interesses pessoais e coletivos, muitas vezes envolvidos.

Por fim, tenhamos cuidado! Ao defendemos veementemente alguém por acreditarmos na sua retórica, mesmo quando há evidências que possam levar ao descrédito, de repente, crendo na verdade absoluta desta pessoa, pode significar que estejamos fazendo parte da  “outra ponta massa da manobra”; é daí que surgem os extremistas e fundamentalistas, que não os sejamos jamais.

 “As verdades diferentes na aparência são como as inúmeras folhas que parecem diferentes, no entanto, estão na mesma árvore.” Mahatma Gandhi