Jorge Jubrail

Conecte-se consigo, desconecte-se do efêmero

“Isolar-se, desapegar-se e reconectar-se com nosso íntimo, em busca do sagrado com ajuda da meditação, uma das ferramentas que permite nos isolarmos das interferências do mundo externo, para que busquemos nossa verdade.”

Jorge
Jorge Jubrail
Conecte-se consigo, desconecte-se do efêmero

13 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 9 de junho de 2020 - 15:03

Na minha humilde opinião, a meditação, em resumo, é o estado mental que facilita a sintonia com nosso íntimo, é a prática que bloqueia as interferências e ruídos externos, que atrapalham nossa concentração e tiram o foco do eu interior. Alguns têm mais facilidade para praticar, outros menos e outros tantos, talvez, nunca conseguirão se desligar das coisas materiais, para se conectarem apenas consigo e nas energias universais. O que para os orientais é uma prática muito comum, para nós ocidentais, infelizmente, parece algo de outro mundo.

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Também, humildemente, entendo que a inveja, um dos sete pecados capitais, talvez seja um dos vícios que mais corrompem o ser humano, fazendo-o cometer atos impensados em prol da ganância. Ainda assim, acredito que seja possível sentir uma inveja boa. Ah, o que a inveja tem a ver com a meditação? Achava que nada, até observar esse cãozinho da foto e sentir uma inveja boa dele, da sua desconexão com o ambiente. Captei essa imagem na porta de um local público movimentadíssimo.

Confesso que senti uma inveja tão boa desse “meninão”, que estava aproveitando tão bem o seu momento, no calor escaldante do meio da tarde, sem dar bola para ninguém; quem ousa-se transpassa-lo, que desvia-se. Às vezes, tentamos nos desconectar do ambiente, na tentativa de não nos deixarmos afetar pelas energias do lugar e das pessoas; apenas queremos fazer o nosso melhor, focados, mas, confesso, tem horas que é muito difícil não deixar-se influenciar pelas interferências externas.

Por mais que seja difícil, precisamos sempre continuar tentando nos desconectar do mundo físico, de suas influências materiais, para buscarmos nosso eu verdadeiro, evitando, assim, sermos a personificação que, influenciados pelo meio e o convívio, nos tornamos. Sempre será possível, basta ter vontade.