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Kid Vinil, ícone do rock nacional, morre aos 62 anos

Redação RIC Mais
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19 de maio de 2017 - 00:00 - Atualizado em 19 de maio de 2017 - 00:00

Dono de uma trajetória extensa, Kid Vinil faleceu na tarde desta sexta (19), após passar um mês em coma, devido a uma parada cardíaca. (Foto: Werther Santana/Estadão Conteúdo)

Dono de uma trajetória extensa, o músico faleceu na tarde desta sexta (19), após passar um mês em coma induzido

O cantor e produtor Kid Vinil faleceu na tarde desta sexta-feira 19, aos 62 anos, em São Paulo. Importantíssimo para a construção do rock nacional, Antônio Carlos Senefonte, nome de batismo do artista, iniciou sua carreira com o grupo Verminose, um dos pioneiros do pós-punk no País. Pouco tempo depois, a banda se transformou no Magazine. No início dos anos 80, o grupo alcançou sucesso nacional com os hits Sou Boy e Tic-Tic Nervoso.

Em 2015, Kid ganhou a biografia Um Herói do Brasil, escrita pelo jornalista Ricardo Gozzi e pelo músico Duca Belintani. Nas redes sociais, artistas e amigos lamentaram a notícia: “Meu professor, descanse em paz”, escreveu João Gordo. “Amigos, acabei de receber a mais triste notícia de que meu amigo e professor Kid Vinil faleceu hoje a tarde. Muita tristeza!”, disse Luiz Thunderbird no Twitter.

Kid estava em coma induzido desde o dia 15 de abril, quando passou mal logo depois de uma apresentação em Conselheiro Lafaiete, região central de Minas Gerais. Ele era uma das atrações da Festa Retrô, no Clube Dom Pedro II.

Poucos dias depois, em estado grave, foi transferido para o Hospital da Luz, na Vila Mariana, em São Paulo, graças a uma campanha para arrecadar R$ 15 mil para o traslado.

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Trajetória única

Kid Vinil transitou pelas mais diferentes áreas, além da música. Por muito tempo, apresentou vários programas de entretenimento, tanto na MTV quanto na TV Cultura, como o “Som Pop”. Na MTV, trabalhou de 1999 a 2001, apresentando um dos programas mais queridos do público da emissora, o “Lado B”, que tinha como foco a música alternativa. Nos últimos tempos, exercia as funções de DJ e radialista, inclusive com um programa semanal na Rádio Rock 89 FM, de São Paulo, ao qual se dedicava desde 2015. Ele também foi diretor artístico da gravadora Trama.

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