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Indicado ao Oscar, “Do Not Split” ilustra liberdades cada vez menores de Hong Kong, diz diretor

Reuters
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Indicado ao Oscar, “Do Not Split” ilustra liberdades cada vez menores de Hong Kong, diz diretor
Foto de arquivo de 2019 do cineasta norueguês Anders Hammer, diretor do documentário "Do Not Split", durante protesto em Hong Kong

20 de abril de 2021 - 11:55 - Atualizado em 20 de abril de 2021 - 11:55

Por Aleksander Solum

HONG KONG (Reuters) – A decisão de Hong Kong de não transmitir o Oscar deste ano só atraiu mais atenção global à sua luta pela democracia, disse o diretor de “Do Not Split”, documentário sobre os protestos de 2019 na cidade que concorre na premiação cinematográfica.

A emissora aberta TVB, que exibe o Oscar desde 1969, disse que não transmitirá a cerimônia deste ano por motivos comerciais.

A decisão do canal aumentou as preocupações com a redução de liberdade em Hong Kong, que tem adotado um caminho autoritário desde que a China impôs uma lei de segurança nacional abrangente no ano passado em reação às manifestações muitas vezes violentas de 2019.

O cineasta norueguês Anders Hammer disse à Reuters em uma entrevista que acredita que a decisão teve motivação política, mas que ajuda a atrair ainda mais atenção global a Hong Kong –o objetivo principal de seu documentário, para começo de conversa.

“É triste que o Oscar esteja sendo censurado em Hong Kong de modo que as pessoas não possam vê-lo, como fizeram durante 52 anos na TV normal”, disse Hammer em uma videochamada de Oslo, onde estará durante a premiação por causa da pandemia.

“De certa forma, nosso documentário se tornou parte da história contada no filme, que é como o espaço para a liberdade de expressão e de imprensa e outros direitos democráticos básicos está desaparecendo em Hong Kong.”

Em um email de resposta a perguntas, a TVB disse que “foi uma decisão puramente comercial” não transmitir o Oscar neste ano e não quis fazer outros comentários.

O governo de Hong Kong não respondeu a um pedido de comentário. O Oscar ainda poderá ser visto em Hong Kong pela internet.

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