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Festival Mário de Andrade, terá Fernanda Montenegro, Mia Couto e neta de Mandela

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

24 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 24 de setembro de 2019 - 00:00

Com uma vasta produção gratuita, que se espalhará pelo Centro e outros espaços de São Paulo, a primeira edição do Festival Mário de Andrade, ou a Virada do Livro, será realizada entre os dias 4 e 6 de outubro. São 140 atrações, como bate-papo, oficinas, apresentações musicais, peças de teatro, performances e feira de livro.

Às vésperas de completar 90 anos, a atriz Fernanda Montenegro, que acaba de lançar sua autobiografia e foi chamada na segunda, 23, de “sórdida” e “mentirosa” pelo diretor da Funarte Roberto Alvim, é uma das atrações principais do Festival Mário de Andrade.

Ela sobe ao palco do Teatro Municipal no domingo, 6, para uma conversa sobre sua trajetória com a jornalista Marta Góes.

Alvo também de ataque recente, a poeta gaúcha Angélica Freitas, um dos principais nomes da peosia contemporânea, dá uma oficina e participa de bate-papo com a jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho. Ela é autora de O Útero é do Tamanho de um Punho, publicado originalmente pela Cosac Naify e relançado pela Companhia das Letras, livro que é leitura obrigatória no vestibular unificado da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal da Fronteira Sul. Em sessão na Assembléia Legislativa do estado, no dia 17, o deputado Jessé Lopes (PSL) apresentou uma moção de repúdio pela inclusão da obra no vestibular.

O escritor moçambicano Mia Couto também participa da Virada do Livro. Ela fala na Praça das Artes na sexta, 4, e no domingo ele participa de bate-papo com o escritor Milton Hatoum, cronista do Estado, no Centro Cultural Tendal da Lapa. Milton Hatoum, antes disso, conversa com a escritora portuguesa Isabela Figueiredo, autora de Caderno de Memórias Coloniais.

Outro destaque é a conversa entre Zamaswazi Dlamini e Sahm Venter, responsável pela reunião da correspondência do avô dela, Nelson Mandela. E também a presença do líder indígena Ailton Krenak e a volta de Kalaf Epalanga ao Brasil depois da Flip 2019.

“Temos uma programação ao gosto de Mário de Andrade: multicultural, multidisciplinar e que percorre o Brasil da Amazônia ao Rio Grande do Sul. E os artistas também fazem um percurso Brasil, Portugal e África”, explica Joselia Aguiar, diretora da Biblioteca Mário de Andrade. Anunciado durante a Festa Literária Internacional de Paraty, o Festival Mário de Andrade foi organizado em três meses e Joselia diz acreditar que ele tem “muito protencial de crescer”.

A ideia é que o público ocupe as ruas do Centro, no caminho entre a Biblioteca Mário de Andrade, onde serão realizadas as oficinas e os debates mais intimistas, o Theatro Municipal, que recebe Fernanda Montenegro, e a Praça das Artes e Praça Dom José Gaspar, palco das programação mais “acalorada”. Haverá, ainda, saraus e performances de rua. E programação na periferia.

Para Joselia Aguiar, no entanto, o mais importante do Festival Mário de Andrade é o Corredor Literário. “A feira de livros é o coração do festival. Serão 100 tendas com 79 expositores”, ela conta. Participam editoras grandes ou independentes, bancas, coletivos e até eventos culturais. Houve um edital de chamamento para a seleção de interessados em participar do evento.

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