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Falha no Twitter permitiu ataque a contas de famosos, diz regulador

Reuters
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Falha no Twitter permitiu ataque a contas de famosos, diz regulador
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14 de outubro de 2020 - 13:58 - Atualizado em 14 de outubro de 2020 - 14:00

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) – O Twitter sofreu com falhas de segurança cibernética que permitiram que uma conta hacker atribuída a um adolescente da Flórida assumisse as contas de várias pessoas mais famosas em julho, de acordo com um relatório divulgado nesta quarta-feira.

O relatório do Departamento de Serviços Financeiros de Nova York também recomendou que as maiores empresas de mídia social sejam consideradas sistemicamente importantes, como alguns bancos após a crise financeira de 2008, com um regulador dedicado monitorando sua capacidade de combater ataques cibernéticos e interferência eleitoral.

“O fato de o Twitter estar vulnerável a um ataque pouco sofisticado mostra que a autorregulação não é a resposta”, disse Linda Lacewell, superintendente de serviços financeiros. O Twitter não respondeu de imediato a um pedido de comentário, mas admitiu que alguns funcionários foram enganados para compartilhar credenciais de conta antes do ataque.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, mandou investigar um ataque de contas no Twitter em 15 de julho, em um suposto golpe que roubou mais de 118 mil dólares em bitcoin.

Entre os que tiveram contas hackeadas estavam o candidato à presidência dos EUA Joe Biden; o ex-presidente Barack Obama; os bilionários Jeff Bezos, Bill Gates e Elon Musk; o cantor Kanye West, e sua esposa Kim Kardashian.

Lacewell disse que os hackers obtiveram credenciais de login depois de ligar para vários funcionários, fingindo trabalhar no departamento de tecnologia da informação do Twitter e alegando estar respondendo a problemas com a Rede Privada Virtual da empresa, que se tornaram comuns porque os funcionários estavam trabalhando em casa.

A falta de um diretor de segurança da informação no Twitter na época tornou a empresa mais vulnerável, diz o relatório.

Promotores da Flórida disseram que Graham Ivan Clark foi o cérebro por trás do ataque, e acusou o rapaz de 17 anos de 30 crimes. Clark se declarou inocente. Os promotores federais acusaram outros dois de participarem no ataque.

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