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Departamento de Justiça dos EUA intima editora do livro de John Bolton

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Departamento de Justiça dos EUA intima editora do livro de John Bolton
Livro "The Room Where It Happened: A White House Memoir", escrito por John Bolton, em livraria de Manhattan

15 de setembro de 2020 - 16:53 - Atualizado em 15 de setembro de 2020 - 16:56

Por Sarah N. Lynch e Mark Hosenball

WASHINGTON (Reuters) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação criminal para descobrir se John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, fez mau uso de informações confidenciais ao publicar um livro sobre sua época na Casa Branca, disse o jornal Wall Street Journal nesta terça-feira.

A Reuters não conseguiu confirmar de imediato a reportagem. A porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar, e tampouco a editora do livro, a Simon & Schuster.

Charles Cooper, advogado de Bolton, disse em um email à Reuters: “Estamos cientes das reportagens segundo as quais intimações de um grande júri foram emitidas pedindo informações referentes à publicação do livro recente do embaixador Bolton”.

“O embaixador Bolton rejeita enfaticamente qualquer alegação de que agiu indevidamente, quanto mais criminalmente, em relação à publicação de seu livro, e cooperará plenamente, como sempre fez, com qualquer inquérito oficial sobre sua conduta”, acrescentou Cooper.

De acordo com o WSJ, na segunda-feira procuradores federais enviaram intimações de um grande júri à agência literária de Bolton, Javelin, e à Simon & Schuster, que publicou “The Room Where It Happened: A White House Memoir”.

As intimações solicitaram todas as comunicações com Bolton, relatou o jornal, citando fontes anônimas, e também disse que o próprio Bolton não recebeu uma intimação de um grande júri.

Não foi possível fazer contato imediato com o porta-voz da Javelin. O governo Trump havia pedido uma ordem legal para impedir Bolton de publicar o livro, que faz críticas duras ao presidente.

Ao solicitar a medida liminar, o Departamento de Justiça argumentou que o volume de memórias contém informações confidenciais que poderiam colocar a segurança nacional em risco.

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