Cultura

Três anos após incêndio, Museu Nacional pede doações para recompor acervo

Em seu discurso, o diretor do Museu Nacional informou que houve uma perda inestimável de peças e que será difícil recompor o acervo da forma como todos gostariam de ver de novo

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da Agência Brasil
Três anos após incêndio, Museu Nacional pede doações para recompor acervo
Três anos após incêndio, Museu Nacional pede doações para recompor acervo (Foto: Buda Mendes Getty Images)

26 de maio de 2021 - 18:17 - Atualizado em 26 de maio de 2021 - 18:17

Em uma palestra organizada na zona norte do Rio de Janeiro, o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, disse que a recuperação do acervo da instituição – destruído por um incêndio há quase três anos – depende não apenas de doações brasileiras, mas também estrangeiras, tanto por parte de instituições quanto de pessoas físicas.

“O Museu Nacional não é simplesmente um museu do Brasil. Ele é um museu do mundo. Nós abarcamos conhecimento das mais diferentes culturas de países e nações”,

destacou Kellner.

Em seu discurso, o diretor informou que houve uma perda inestimável de peças e que será difícil recompor o acervo da forma como todos gostariam de ver de novo.

“No caso, por exemplo, da coleção de vertebrados, há algo complicador. Nós tínhamos um elefante e hoje não temos mais. Precisamos de alguma forma conseguir um elefante. Isso é um desafio e não é algo simples”,

pontuou.

Agravamento devido a pandemia

De acordo com Kellner, além da complexidade de se realizar um projeto de recuperação, a situação do Museu foi agravada com a chegada da pandemia da Covid-19.

“Agora temos um desafio enorme que é a covid-19. Os efeitos dessa pandemia, que às vezes fico pensando em um filme de ficção científica categoria D, temos que lidar com isso. As instituições mundiais vão ter que ter um olhar diferente”,

comentou.

Segundo ele, no próximo dia 6 será celebrado o aniversário do museu e chegará ao local uma doação de material arqueológico que ele preferiu não revelar.

“Nós queremos ser um Museu de História Natural e Antropologia inovador, que seja sustentável e acessível e promova a valorização do patrimônio científico e cultural e, pelo olhar da ciência, convide à reflexão do mundo que nos cerca e, ao mesmo tempo, que nos leve a sonhar. É isso que queremos ser”,

finalizou o diretor.

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