Energia

Sítios arqueológicos são mapeados no Paraná

Projeto Gralha Azul cadastrada mais de 60 sítios arqueológicos

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

17 de fevereiro de 2021 - 09:23 - Atualizado em 18 de fevereiro de 2021 - 17:00

Muito antes de qualquer canteiro de obra ser aberto, há aproximadamente três anos uma caminhada cuidadosa já havia começado. O resultado é o mapeamento de mais de 20 mil peças de sítios arqueológicos da região central do estado Paraná já foram encontradas, catalogadas e enviadas para estudo.

O levantamento foi feito por pelo menos 80 profissionais envolvidos no trabalho de arqueologia realizado pelo Sistema de Transmissão Gralha Azul.

“Temos sítios tupi-guarani, urnas lisas e decoradas, muitos artefatos líticos, feitos em pedra lascada e polida, que já é muito característico dessa região, por conta dos grandes rios que nós temos.”

Contou Luciana Ribeiro, Coordenadora Arqueológica do Projeto Gralha Azul

A análise nos campos e no trabalho, de acordo com Luciana Ribeiro, foi além da área afetada.

“Boa parte das escavações, todas elas, eu diria que 90%¨, elas extrapolaram a faixa de servidão. A gente chegou a abrir duzentas, trezentas, quadrículas em sítios arqueológicos. A gente consegue ver o assentamento de forma muito mais clara.”

disse a coordenadora Arqueológica do Projeto Gralha Azul

Pedras lascadas, polidas e cerâmica predominam em toda a área.

“A cerâmica é uma cerâmica fina, de parede fina, bem fragmentas por conta da situação da agricultura que existe na área.”

relatou Carlos Alberto Alves, coordenador Arqueológico do Projeto Gralha Azul

Desde o início do trabalho das equipes de arqueólogos, para implantação do Sistema de Transmissão Gralha Azul, mais de 60 sítios arqueológicos foram cadastrados. Pelo menos 53 deles já passaram pelas primeiras escavações, chamada etapa de resgate.

“A gente está procurando vestígio das antigos ocupantes da região, tanto indígena quanto aqueles históricos, que moraram aqui a partir da colonização.”

informou Maritza Dode, arqueóloga

Proprietário rural, Mozar Lopes disse à reportagem da RIC Record TV, sobre a importância de um trabalho como esse.

“A gente acaba descobrindo todo esse passado, a gente tem uma chance de saber exatamente quais os povos que habitaram aqui antigamente. Isso acaba enriquecendo a própria história da propriedade.”

Nos laboratórios são feitas higienização, separação da peças e curadoria. Depois os achados passam por uma análise técnico e científica. As peças são acondicionada, numeradas, analisadas e encaminhas para a Universidade Estadual de Maringá.

“Se a gente imaginar que o homem está ocupando o Paraná há dez mil anos, é possível imaginar o quanto os moradores desse território, quantas famílias, quantos grupos indígenas viveram antes da chegada dos primeiros colonos.”

afirmo Paulo Zanettini, diretor Zanettini Arquelogia

Uma das principais missões é preservar os grandes achados, e se for o caso, mudar inclusive o local onde será erguida uma nova torre, por exemplo. Vestígios menores são resgatados, vão virar material de pesquisa para estudantes, pesquisadores e cientistas.

Riquezas arqueológicas que ficarão disponíveis de acordo com o que determina quem cuida desse patrimônio no Brasil.

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.