Empreendedorismo

Inovação e ecossistema: a transformação começa pelas pessoas

A colaboração entre vários agentes garante experiências e visões diferenciadas para apresentar soluções aos problemas diagnosticados

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
Inovação e ecossistema: a transformação começa pelas pessoas

2 de dezembro de 2021 - 10:03 - Atualizado em 2 de dezembro de 2021 - 10:03

Cesar Rossin, líder de inovação da Bosch no Brasil, explica como a empresa, com mais de 130 anos de história, implantou importantes mudanças nos seus processos internos e na criação de conexões externas com ecossistemas de inovação.

Como uma multinacional alemã, com 137 anos de história e atuação em praticamente todos os continentes, reunindo mais de 400 mil colaboradores no planeta, pensa no ecossistema de inovação? Por mais complexo que pareça, esse insight faz parte do dia a dia de uma das mais importantes empresas de tecnologia do mundo: a Bosch.

Há pelo menos 5 anos, de acordo com Cesar Rossin, líder de inovação da Bosch, essa dinâmica vem mudando as relações, desafios e o planejamento estratégico da organização. A empresa, que está há 67 anos no Brasil, adota medidas inovadoras que impactam positivamente em todos os processos.

“Inovar, numa empresa como a Bosch, é uma questão de necessidade, pois é por meio dela que se garante a sustentabilidade e longevidade do negócio”

comenta o executivo.

O processo de inovação em um ecossistema como a Bosch levou em questão, sobretudo, a mudança cultural e de mindset dos seus colaboradores. Isso implica, por exemplo, em replicar para todos os segmentos da instituição esse pensamento transformador.

“É apostar mesmo em conceitos muito simples, que vão além de uma metodologia ou dos melhores consultores. É provocar a transformação cultural e digital, como vem acontecendo aqui desde 2016”, reitera.

No caso da Bosch, Rossin destaca, por exemplo, os efeitos disso no time do chamado “chão de fábrica”. “Os próprios operadores de máquinas encontram inovações em suas rotinas, que melhoram seu dia a dia e implicam numa melhor produtividade para a empresa”, pondera.

Viabilizar a transformação digital, no pensamento de Rossin, demanda eficiência e sustentabilidade. Para o executivo, a inovação no que diz respeito à  eficiência, deve ser capaz de melhorar processos comuns do negócio, mas sem abrir mão de tecnologias e soluções capazes de assegurar mais velocidade e produtividade à organização. Com relação à sustentabilidade, é preciso definir prioridades com  foco nos resultados.

Vantagens de um ecossistema de inovação

Sem dúvida alguma, um bom ecossistema de inovação diz respeito a um conjunto de fatores que estimule a interação e a cooperação. Isso significa investimentos, por exemplo, em parques tecnológicos, incubadoras e associações. Esses espaços acabam se transformando em locais criativos com a missão de impulsionar o resultado das empresas e ainda dar espaço a novos talentos. 

Os ecossistemas de inovação ainda são propícios às rodadas de negócios, discussão de projetos, entre outras iniciativas. Em resumo, cria-se um ambiente que reúne organizações e todas as personas ao seu redor – colaboradores, fornecedores e clientes. 

Nesse cenário, a Bosch busca conexões com o ecossistema de inovação exterior, seja por meio de startups, universidades, centros de pesquisa e até mesmo fundos de venture capital. Internamente, também realiza uma busca ativa para identificar perfis empreendedores e projetos que possam agregar às rotinas da organização.

Além da transformação, necessária para garantir a competitividade no mercado, a aposta nos ecossistemas de inovação tem outras vantagens. É essencial, por exemplo, para a troca de experiências – garantindo mais assertividade aos processos e a correção de erros ao longo dos processos. 

Outro ponto positivo diz respeito à colaboração entre vários agentes, que garante experiências e visões diferenciadas para apresentar soluções aos problemas diagnosticados. Essas propostas são fruto dessa combinação única, ou seja, é uma processo colaborativo.

Vale ressaltar ainda que a educação é a base de um ecossistema de inovação, mas precisa ter diferenciais. Esse  conhecimento tem que ser focado em STEM – sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática, ou seja, as quatro áreas do saber primordiais para a inovação.

Chamar a atenção dos estudantes universitários é outro valor agregado aos ecossistemas de inovação. São, de fato, celeiros fundamentais para recrutar talentos. Esses espaços, além da visibilidade aos profissionais, geram muitos empregos. Afinal, ecossistemas integrados, profissionais mais capacitados e ideias inovadoras são os grandes impulsionadores da criação de valor no futuro.