Empreendedorismo

É hora de organizar a inovação

Na fase pós-pandemia, empresas tradicionais precisam incorporar corretamente o conceito em seus planejamentos estratégicos para atingir os objetivos esperados e de acordo com a agilidade verificada atualmente no mercado

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais
É hora de organizar a inovação

27 de janeiro de 2022 - 11:27 - Atualizado em 27 de janeiro de 2022 - 12:55

2022 chegou com muitos desafios para as organizações que ainda resistem ou têm dificuldade de colocar em suas pautas diárias as questões relativas à inovação. Para quem ainda atrela o tema a investimentos generosos em tecnologia ou simplesmente a parcerias com startups e ações pontuais para mostrar uma suposta atualização sobre o assunto, é bom tratar de rever os seus conceitos imediatamente.

De fato, a pandemia provocou uma disrupção global. O home office, a adoção de ferramentas on-line e a migração de inúmeras atividades para o digital, entre outras iniciativas, são apenas alguns exemplos do impacto do coronavírus na sociedade. Mesmo com a vacinação a passos largos, estamos num caminho sem volta. Isso exige uma nova postura das empresas para adequar suas dinâmicas a um cenário irreversível.

Nesse ritmo, Iolanda Viola, diretora do evento Viasoft Connect, lembra que chegou o momento do refinamento da inovação nas organizações. Em linhas gerais, isso significa um novo olhar nas dinâmicas internas.

“Quando a gente faz uma análise dos últimos anos, consegue entender que a inovação vem sendo trabalhada. Só que agora chegou o momento de um refinamento. Isso significa que as empresas precisam fazer um planejamento estratégico de inovação, com desdobramentos e todo o amadurecimento necessário para o processo”,

reitera.

A profissional também é responsável pelo Prêmio Empresa Inovadora, que reconhece a atuação de organizações nos mais diferentes segmentos.

Iolanda Viola lembra que ser inovador é gerar valor – seja para a comunidade ou mesmo para a empresa. “Não é só criar algo novo ou ter uma ideia. É preciso testar e validar”, comentou. 

Para quem ainda tem receios ou dificuldades, Iolanda Viola diz que o primeiro passo é avaliar o seu próprio ambiente. “Tem que entender seu ecossistema, ou seja, os colaboradores, clientes. Essa vai ser a fonte de ideias para dar início ao processo de gestão da inovação”, diz.

Inovação como diretriz

Além de ferramentas que podem auxiliar no processo, Iolanda Viola acrescenta a necessidade da inovação ser uma diretriz das instituições. “Tem que vir de cima para que realmente aconteça”, pondera. 

Na prática, isso significa implantar um modelo real de gestão da inovação, sobretudo nas empresas mais tradicionais. Se apegar a um modelo “Kinder Ovo”, como compara Iolanda Viola, não vai gerar transformação e valor. Precisa ser real, de verdade, não apenas “iniciativas maquiadas”.

O diálogo com as startups, por exemplo, pode ser um caminho rico de possibilidades. Isso implica em entender esses potenciais parceiros como complementares ao seu negócio, ou seja, eles podem trazer respostas às dores mais complexas e facilitar a execução de tarefas e outros processos. 

No dia a dia de qualquer organização, a inovação tem que se sustentar de forma pragmática. Tendo como objetivo final sempre as pessoas, esse processo deve incentivar o olhar crítico, o pool de idéias, a validação das mesmas e a geração de valor.

Outro ponto importante no processo de inovação diz respeito a trabalhar com uma ideia de forma desapegada. Estar aberto a abrir mão de uma proposta diante de uma solução mais eficiente ou adequada, por exemplo.  Essa mudança de postura e de pensamento é fundamental para o êxito de qualquer iniciativa. 

Se a resistência à mudança é um problema, reavalie sua própria trajetória. Talvez, sem perceber, a inovação já faça parte do seu DNA e essa capacidade de transformação foi primordial para o seu negócio sobreviver há décadas. Por meio de planejamento e foco, com certeza é possível empreender as adaptações necessárias e abrir caminhos para novos modelos de gestão na organização. 

O primeiro ponto é acreditar e demonstrar o real interesse de fazer a diferença. “Se os grandes inventores, por exemplo, não pararam nas primeiras tentativas, por que com a inovação seria diferente? É preciso ter a mente aberta para acontecer de fato”, finaliza Iolanda Viola. Experimente!