Economia

Preços do petróleo avançam com oferta restrita, Brent se aproxima de US$80 o barril

Reuters
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Preços do petróleo avançam com oferta restrita, Brent se aproxima de US$80 o barril
Exploração de petróleo em Carlsbad, Novo México

27 de setembro de 2021 - 18:39 - Atualizado em 27 de setembro de 2021 - 18:40

Por Stephanie Kelly

NOVA YORK (Reuters) – Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira pelo quinto dia consecutivo, com o Brent em sua máxima desde outubro de 2018 e em direção aos 80 dólares, enquanto os investidores se preocupavam com a oferta restrita devido ao aumento da demanda em partes do mundo.

O petróleo Brent fechou em alta de 1,44 dólar, ou 1,8%, em 79,53 dólares o barril, tendo registrado três semanas consecutivas de ganhos. Os contratos futuros do petróleo dos EUA avançaram 1,47 dólar, ou 2%, para fechar em 75,45 dólares o barril, a sua máxima desde julho, após avançar pela quinta semana seguida.

Goldman Sachs aumentou em 10 dólares sua previsão de fim de ano para o petróleo Brent, para 90 dólares por barril. O abastecimento global ficou mais restrito devido uma recuperação da demanda de combustível mais rápida que o esperado, mesmo com surtos da variante Delta do coronavírus, e diante da redução da produção causada pelo furacão Ida nos Estados Unidos.

“Embora tenhamos mantido uma visão altista do petróleo, o atual déficit global de oferta e demanda é maior do que esperávamos, com a recuperação da demanda global do impacto da Delta ainda mais rápida do que nossa previsão…”, disse Goldman.

Surpreendidos pela recuperação da demanda, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, conhecidos como Opep+, tiveram dificuldade em aumentar a produção, pois a falta de investimento ou atrasos na manutenção persistem devido à pandemia.

“A alta dos preços do petróleo continua além do que mesmo a maioria dos traders altistas sonharia meses atrás, e o Brent chegando perto de 80 dólares por barril é o reflexo do mercado de petróleo extraordinariamente apertado”, disse Louise Dickson, analista sênior de mercados de petróleo da Rystad Energia.

Espera-se que a demanda global de petróleo alcance níveis pré-pandêmicos no início do próximo ano, conforme a economia se recupera, embora a capacidade ociosa de refino possa pesar nas perspectivas, disseram produtores e comerciantes em uma conferência do setor.

(Reportagem de Stephanie Kelly; reportagem adicional de Noah Browning e Aaron Sheldrick)

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