Economia

Paralisação da Receita trava fronteira do Brasil com a Argentina

Regulamentação do pagamento de bônus é uma das demandas dos servidores

Isadora
Isadora Deip / Estagiária com informações do R7 e supervisão de Caroline Berticelli
Paralisação da Receita trava fronteira do Brasil com a Argentina
(Foto: Divulgação / Receita Federal)

19 de janeiro de 2022 - 20:12 - Atualizado em 19 de janeiro de 2022 - 20:12

Seiscentos e trinta e quatro caminhões aguardam na alfândega de Uruguaiana (RS), nesta quarta-feira (19), pela liberação aduaneira para seguir com o transporte de cargas importadas ou exportadas do país. A quantidade de caminhões atingiu o limite de capacidade do pátio da Receita, que acomoda 640 veículos cargueiros.

O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) informa que estão sendo liberados somente alimentos perecíveis, animais vivos e medicamentos. Balanço recente calcula que há 142 despachos aguardando distribuição e 577 senhas represadas. Segundo o Sindifisco, 92% do armazém está sendo utilizado. A emissão de novas certificações de OEA (operador econômico autorizado), um programa de controle aduaneiro, também se encontra suspensa.

Caminhões com carregamento de arroz, feijão, café e açúcar também estão parados nas alfândegas de Pacaraima (RR), Boa Vista (RR) e Manaus (AM). A greve continua por tempo indefinido, segundo representantes da categoria.

Paralização da Receita Federal

A paralisação dos servidores da Receita Federal teve início em dezembro de 2021 e surgiu com o objetivo de reivindicar ampliações de recursos para o órgão e solicitar a regulamentação do pagamento de bônus de produtividade. A categoria negocia os benefícios desde 2016, e as medidas estão previstas na lei 13.464/2017.

Aeroportos

De acordo com o presidente do Sindifisco da regional de Brasília, George Alex de Sousa, há riscos de que a paralisação também afete aeroportos, tanto no transporte de cargas quanto no de passageiros.

“O desejável é não precisarmos chegar ao ponto de incomodar ainda mais a sociedade, mas isso depende de o governo cumprir o que foi apalavrado no ano passado, por meio de vários encontros com seus representantes, inclusive com os ministros Paulo Guedes, Ciro Nogueira e o presidente da República”

, ressaltou.
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