Economia

Fabricante de chips TSMC mira emissão zero de carbono até 2050

Reuters
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Fabricante de chips TSMC mira emissão zero de carbono até 2050
Logo da TSMC fotografado em Hsinchu, Taiwan

16 de setembro de 2021 - 14:04 - Atualizado em 16 de setembro de 2021 - 14:05

TAIPÉ (Reuters) – A Taiwan Semiconductor Manufacturing (TSMC), maior fabricante de chips para terceiros do mundo, disse nesta quinta-feira que pretende atingir emissão de carbono líquida zero até 2050, dentro do plano anunciado pela presidente da ilha, Tsai Ing-wen, em abril.

“A TSMC está profundamente ciente de que as mudanças climáticas têm um impacto severo no meio ambiente e na humanidade. Como líder mundial de semicondutores, a TSMC deve assumir sua responsabilidade para enfrentar esse desafio”, disse o presidente do conselho de administração da empresa, Mark Liu, em comunicado.

A empresa, que tem Apple e Qualcomm entre seus principais clientes, “definirá medidas de mitigação” e adotará ativamente o uso de energia renovável, acrescentou.

A TSMC disse que estabeleceu uma meta de curto prazo de crescimento zero das emissões até 2025.

“A TSMC continuará avaliando e investindo em todos os tipos de oportunidades para reduzir as emissões de carbono.”

Tsai disse em abril que o governo de Taiwan começou a avaliar como a ilha pode chegar a zero emissão de gases de efeito estufa até 2050, depois que grupos ambientais criticaram o governo por não fazer o suficiente para combater as mudanças climáticas.

A meta anterior de Taiwan, definida em 2015, era reduzir as emissões pela metade até 2050.

No ano passado, o carvão forneceu 45% da eletricidade de Taiwan, com o gás natural liquefeito (GNL) em segundo lugar, com quase 36%, de acordo com o ministério da economia.

A contribuição do carvão para o mix de energia de Taiwan deve cair para menos de 30% até 2025, com a proporção de GNL subindo para cerca de 50% e as energias renováveis ​​para 20%, de apenas 5,4% no ano passado, de acordo com planos do governo.

No ano passado, o Greenpeace pediu que Taiwan seja muito mais agressiva no combate às mudanças climáticas, em face dos riscos da ilha subtropical decorrentes do clima extremo e da elevação do nível do mar.

(Reportagem de Ben Blanchard)

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