Economia

Compra de imóveis residenciais usados dispara em Curitiba

Número de guias pagas do ITBI indicam vendas aceleradas, com acumulado de janeiro a agosto 48% maior em comparação com o mesmo período de 2020

Redação RIC Mais
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Compra de imóveis residenciais usados dispara em Curitiba
(Foto: Valterci Santos)

25 de outubro de 2021 - 17:34 - Atualizado em 25 de outubro de 2021 - 17:42

A desaceleração da pandemia de Covid-19 no Brasil, em razão do avanço da imunização no país e da baixa no número de novos casos, está refletindo no mercado de vendas de imóveis, que em Curitiba tem registrado bons números durante todo o ano de 2021. O acumulado do número de guias pagas do Imposto sobre Transmissão de Bens de Imóveis (ITBI) na capital paranaense entre janeiro e agosto é 48% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado e 36,1% acima do que se teve em 2019.

Pesquisa realizada pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), que utilizou dados da Prefeitura de Curitiba, apontou mais de 32 mil guias pagas em 2021, até agosto, alcançando um valor superior a R$ 345 milhões recolhidos, R$ 100 milhões a mais do que se teve no mesmo período de 2020.

“É possível observar com nitidez o aquecimento desse mercado. Agosto deste ano conseguiu superar em 31,7% o mesmo mês de 2020, quando estávamos num momento crítico da pandemia”,

comenta Jean Michel Galiano, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR.

Vendas de Usado Sobre Oferta

Luciano Tomazini, vice-presidente de Comercialização Imobiliária do Secovi-PR, também destaca os números do índice de Vendas de Usado Sobre Oferta (VUSO) de imóveis residenciais, os mais expressivos dos últimos três anos.

“Alcançamos uma média impressionante no trimestre, de 6,7%, 2,4 pontos percentuais a mais do que a registrada no mesmo período do ano passado. Ainda, conseguimos mais do que dobrar a média de 2019, que na época era de 3,1%”,

diz Tomazini.

O índice de VUSO do trimestre que se encerrou em setembro de 2021 é um resumo da crescente busca por casas e apartamentos na capital. Desde a metade do primeiro semestre deste ano, os valores giram em torno dos 6%.

“Em abril, atingimos, pela primeira vez nos últimos anos, 6% no VUSO de imóveis residenciais. De lá para cá, conseguimos manter um crescimento estável”, aponta Tomazini. “Em agosto, chegamos à máxima de 7%, e prevemos que as buscas continuem em ascensão. O fim da pandemia, aliado à retomada total das atividades, tem tudo para ser um excelente momento para as vendas de imóveis na capital”,

finaliza.