Cotidiano

Curitiba ganha Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos

Capital recebe oito tonelados de lixo eletrônico todos os meses

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da Prefeitura de Curitiba
Curitiba ganha Central de Logística Reversa de Eletroeletrônicos
(Foto: Luiz Costa/SMCS)

29 de outubro de 2021 - 17:54 - Atualizado em 29 de outubro de 2021 - 17:54

As ações de recolhimento de lixo eletroeletrônico em Curitiba ganharam mais um reforço nesta sexta-feira (29). O município assinou, com a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE), um termo de cooperação para implantação de uma Central de Logística Reversa na cidade. Pelo princípio da logística reversa, o lixo eletroeletrônico é desmontado de maneira responsável e reinserido na cadeia produtiva.

O documento assinado também prevê a intensificação de campanhas para sensibilização da população para o descarte correto de resíduos e a capacitação das associações do Ecocidadão para o manuseio correto dos materiais.

O termo foi assinado pela secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza do Carmo Oliveira Dias, e pelo presidente da ABREE, Sérgio de Carvalho Maurício. A solenidade aconteceu no Ecoponto do Cajuru, um dos dez locais fixos para recebimento de eletroeletrônicos – além de resíduos recicláveis e de construção civil – em Curitiba.  

Para Marilza, trata-se de um compromisso extremamente importante assumido pela associação que representa os fabricantes de equipamentos.

“Nas coletas que o município já realiza são cerca de oito toneladas de lixo eletroeletrônico por mês, que agora vão para o centro de consolidação na Avenida João Bettega para que a ABREE garanta a destinação correta”,

explicou a secretária.

Impacto no clima

O secretário de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, André França, lembrou que o programa de Logística Reversa faz parte do Lixão Zero, do Ministério, lançado em 2019, em Curitiba. Com essa iniciativa, destacou, reduz-se ainda mais o uso dos aterros sanitários e, consequentemente, a emissão de gases do efeito estufa

“Às vésperas da COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021), quando o mundo está voltado para o tema, também é importante lembrar que essa matéria-prima verde vinda da logística reversa também tem a sua contribuição contra as mudanças climáticas”,

comentou França.

Como vai funcionar

Na prática, nada muda para o curitibano, que, sempre consciente, continua levando seu equipamento fora de funcionamento aos dez ecopontos espalhados pela cidade; aos drive-thrus mensais em parques e praças; ou apresentando à coleta seletiva. Mas agora, todo o material deve ser centralizado para que a ABREE faça a destinação. Componentes como plástico e vidro serão desmontados de maneira responsável e reinseridos na cadeia produtiva.

As associações do Ecocidadão seguem com o trabalho de recebimento e, além de capacitação para o manuseio dos equipamentos de forma segura, serão remuneradas separadamente pela coleta dos eletroeletrônicos. 

Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Maceió (AL), Manaus (AM) e o Distrito Federal já ganharam seus centros de atendimento pelo programa conjunto com o Ministério do Meio Ambiente. A logística reversa atende o Decreto Federal 10/240, em vigor a partir deste ano, e que especifica um planejamento de ações e estabelece metas para os próximos cinco anos.