7 de maio de 2020 - 00:00

Atualizado em 30 de maio de 2020 - 10:21

Redescobrindo as cores do Planeta

Infinitas mãos pretas, brancas, vermelhas e amarelas são bem-vindas para pigmentar estas linhas e a ajudar a trazer mais vozes, sons e imagens a este canal de comunicação

Redescobrindo as cores do Planeta

 

Sou branca e curitibana. Pedindo licença e com humildade venho aqui nesta coluna falar sobre outras cores além da minha: amarela, preta e vermelha e todos os matizes entre estas que enfeitam e alegram a espécie humana. Quero contar pra vocês o tema bem real que move este espaço virtual. Sou gentóloga! Humanéfila de carteirinha, seja de prática, de trabalho, de estudos e no coração.

Sou Relações Públicas – gentes que interagem e dialogam na sociedade, nos espaços públicos. Graduada em Direito porque tenho fé na beleza de um mundo a cada dia mais justo e igualitário. Igualitário convivendo com diversitário, afinal se formos iguais, que graça (e aprendizagem) tem?

Trabalhei por vinte anos em projetos sociais variados no Brasil e conheci pessoalmente algumas experiências de outros países, convivendo e estudando com pessoas de muitos países na África do Sul. Também trabalhei por três intensos anos com migrantes e refugiados, pessoas bonitas de vários cantos do mundo, com experiências de tudo que é tipo e que me ajudaram a me aproximar deste grande universo que são os diferentes povos do mundo, com suas culturas: comidas, idiomas, religiões, modos de ver a vida, roupas, trabalhos, músicas, mais ou menos risadas… E por aí vai…

Antropóloga, socióloga, arqueóloga? Não é meu caso… Sobre estes temas não sou exatamente entendedora, mas apreciadora, desbravadora. Gosto de indagar sobre o que somos nesta Terra, caminhando há milhões de anos pelo globo. “Nada do que é humano me é estranho”. Gosto desta frase do poeta romano Terêncio, mas muito do que é humano me é sim estranho. Desigualdade, desvalorização de pessoas por pessoas, pouco espaço para as coloridas nuances étnicas e culturais e nossa inabilidade, muitas vezes, em coexistir.

Vou falar de Interculturalidade – tema da moda, ou melhor, como ir, chegar, mergulhar no coração da questão do inter-intra-extra humano? O que nos une? O que nos diferencia neste mundo? O que nos separa (ainda) e, acima de tudo, O QUE NOS UNE E QUE ESQUECEMOS E PRECISAMOS RECORDAR? O que de belo acontece ali ao seu lado, como uma música norueguesa que pode estar pouco aparente? O que de interessante, como um hábito, um costume tibetano pode nos ensinar? O que uma pintura corporal indígena Kayngang nos diz? O que um conto do interior de Angola desperta em cada um? Perto. Longe. Antigo. Novo.

Você tem razão e coração abertos pra desbravar o Humano em nós? Uma alma disponível para navegarmos por ondas de admiração que podem levar nossa Humanidade rumo a um futuro promissor, rico, elevado e feliz? Sim? Então, venha junto, pois o frio na barriga é grande e a responsabilidade também. Este portal tem oito milhões de leitores e falar sobre o infinito que é a diversidade étnica humana não é tarefa pra se fazer sozinha. É coletiva, é desafiadora! Infinitas mãos pretas, brancas, vermelhas e amarelas são bem-vindas para pigmentar estas linhas e a ajudar a trazer mais vozes, sons e imagens a este canal de comunicação.

Vocês, especialistas deste tema – DIVERSIDADE ÉTNICA – por conhecimento (pesquisadores, cientistas, estudiosos formais ou informais), por vivência/experiência (ativistas e profissionais em geral que lidam com estas questões de modo concreto, como centro de sua prática diária) e por existência (cada um é a manifestação da sua própria etnia dentro da grande raça humana) estão convidados a colaborar semanalmente comigo pra juntos agregarmos e criarmos olhares mais coloridos e amorosos e então construirmos coletivamente, enfim, nosso Pindorama.

Como diria o sociólogo Betinho, “temos um mundo a construir e isso é tão complexo e difícil quanto necessário e possível”.

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