Curitiba é a primeira cidade do Brasil a usar a videoconsulta para atendimento médico de pacientes suspeitos da covid-19. O serviço a distância começou a ser oferecido pela Secretaria Municipal de Saúde na última sexta-feira. A telemedicina vai ajudar a reduzir o fluxo de pacientes presenciais nas unidades da rede municipal.

Com a nova tecnologia, as pessoas suspeitas da doença não vão precisar sair de casa para se consultar com um médico do SUS curitibano, o que poderá minimizar os efeitos do novo coronavírus na capital. Cerca de 700 pessoas poderão ser atendidas diariamente.

O uso da tecnologia foi possível pela solidariedade da Doctoralia, uma startup cuja sede para a América Latina fica em nossa cidade. O CEO da empresa, Cadu Lopes, é presença ativa no Vale do Pinhão, o movimento do ecossistema de inovação da cidade.

Quando perguntamos a ele se havia alguma maneira de a empresa ajudar a cidade no combate ao vírus, ele na hora nos atendeu e apresentou a tecnologia numa reunião com a equipe da Saúde. Quando for informado que a integração era possível, rapidamente acionou a sede da multinacional, na Polônia, e no dia seguinte nos trouxe a boa notícia, a Doctoralia iria ceder a plataforma gratuitamente. Cadu fez questão de dar a informação ainda num sábado à noite, empolgado: “Isso me dá cada vez mais a certeza que estou na empresa certa”, comemorou. Mais, a Doctoralia autorizou Cadu a ceder a plataforma para qualquer cidade brasileira. Nesta segunda-feira, Guarapuava também conseguiu ativar o sistema.

Na semana passada tivemos mais um gesto de solidariedade no Vale do Pinhão, quando anunciamos que as máscaras escudo de proteção para os profissionais da Saúde poderiam ser impressas em 3D no FabLab do Cajuru. Em pouco tempo surgiram várias doações de insumos para a confecção das máscaras e voluntários para ajudar na impressão.

A produção será feita com base em um modelo de máscara escudo disponibilizado na internet por uma empresa da República Tcheca. Já os ajustes para simplificar e tornar um pouco mais rápida a produção foram feitos pelas startups curitibanas Maha 3D e Prin 3D, que oferecem soluções técnicas em impressão 3D. As 21 impressoras dos Faróis do Saber e Inovação também foram levadas para o Fab Lab, onde estão sendo produzidas 220 unidades por dia, desde que tenhamos os materiais.

Quem quiser doar (chapa de PETG cristal transparente, filamento para impressão 3D, elástico aurata com furos para regulagem de tamanho e saco plástico tipo ziploc para separação dos kits), é só fazer o cadastro no site www.valedopinhao.com.br. Juntos, somos mais fortes.

*As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a posição do portal RIC Mais.

Cris Alessi

Cris Alessi

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