Não é de hoje que a crise no PSL e o Palácio do Planalto vem acontecendo. Denúncias de candidaturas laranjas femininas, ministro caindo para não ligarem possíveis acusações de crimes eleitorais, presidente do partido  sendo investigados por crimes de corrupção, pressões para emendas, tentativas de indicações do partido para o cargos no governo Bolsonaro e outras situações mais de velha política tentando prevalecer sobre o estilo ético e transparente do presidente governar, esquecendo que o partido não era nada até o presidente da república se filiar. Nem sei se dá para chamar de nanico, na minha opinião estava mais para microscópico do que nanico. 

Bolsonaro foi o cabo eleitoral de todos os deputados eleitos pelo partido, inclusive a jornalista e deputada federal Joice Cristina Hasselmann, delegado Waldir, o ex-ator pornô e hoje deputado federal do PSDB, Alexandre Frota, entre tantos outros. Dificilmente qualquer um no partido que o presidente Jair Bolsonaro foi cabo eleitoral estaria na câmara dos deputados ou senado.  E é pelo nome do presidente que a legenda de dois ou três deputados federais se tornou a segunda maior bancada.

Até aí nada parece novo na minha narrativa, mas os últimos acontecimentos que realmente interessam. Gravações de conversas de reuniões no Palácio do Planalto e contra reuniões de apoiadores de Bivar dizendo que vão implodir o governo também vieram a público. A mídia esquerdista se deliciando há semanas falando em crise no partido, alimentando intrigas, disque me disque, mostrando vídeos de bolsonaristas e bivaristas na Internet e criando no pano de fundo uma falsa narrativa de que o governo não tem base no congresso, que assim não passarão as reformas, etc. Isso é uma falácia que precisa ser abordada em nosso texto. Bolsonaro não está calcado apenas em seu partido para governar. Muitos deputados de outros partidos como PSC, PR, MDB,PRB, PP, DEM, PSDB, PSD, NOVO e Podemos podem ter algumas divergências com o executivo, entretanto já sinalizaram que estão dispostos a apoiar os principais projetos de Bolsonaro mesmo que, formalmente, não façam parte da base.

Voltando a crise no PSL, ao que parece para nós que estamos de fora algumas articulações para um acordo de reconciliação entre Planalto e seus deputados Bolsonaristas e o presidente da sigla PSL Luciano Bivar e seus seguidores parecia estar sendo costurada. Mas aí começam as insinuações, ataques, declarações infelizes, influências de terceiros em ambas as partes e pronto, parece ter azedado tudo novamente. A deputada Joice Cristina Hasselmann (PSL-SP) foi destituída como representante do Planalto na câmara dos deputados, pediram a cabeça do deputado federal Delegado Waldir (PSL-PR), líder do partido na câmara  e o nome para indicação do governo e alguns aliados foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) por meio de lista submetida a presidência da câmara e passou, aí veio as listas dos aliados do deputado Waldir e o cabo de guerra estava formado.

Eu acredito que o presidente Jair Bolsonaro tem suas razões e quer deputados de sua confiança em sua sigla,mas ao mesmo tempo gostaria de levantar uma questão muito importante para a estabilidade do governo Bolsonaro. O deputado Eduardo Bolsonaro deveria ser melhor aconselhado. Toda vez que ele interfere em temas que dizem respeito ao executivo cria uma polêmica e o governo Bolsonaro é prejudicado. Não tenho nada contra o deputado, mas pensando pelo bem da nação acredito que ele deveria ter cautela. O presidente é Jair Bolsonaro e não seus filhos. Os Bivaristas agora estão disparando fogo contra o deputado Bolsonaro e dizendo que apoiam os projetos do presidente da república e continuaram a votar a favor. Se existirá uma solução de ambos os lados dentro do PSL ou não e o presidente e seus aliados no congresso irão para outra sigla só saberemos nos próximos capítulos,mas quem vocês acham que dará o xeque mate neste jogo de xadrez?

Régis Rothfilber

Régis Rothfilber

Compartilhe essa opinião:

Opiniões do colunista