Vivemos no século que o politicamente correto e o correto se misturam e proponho nesse texto debater de uma forma totalmente tranquila os dois termos.

Primeiramente temos que esclarecer que politicamente é um advérbio de modo que modifica o substantivo. Se você tem o correto que estabelece a verdade objetiva, o politicamente quando você trás a modificação politicamente, você está fazendo uma mudança da verdade e esse conceito é fundamental. Então o politicamente correto é colocar a narrativa, o discurso, suas intenções e preferências políticas, acima da verdade. Pode parecer algo mais complexo,mas é simples assim. 

Politicamente correto somado com a imposição de uma agenda política global de esquerda pode ser analisada como uma espécie agente distorcedor da verdade e discriminatório. Parece meio exagerado ou mesmo desrespeitoso? Se vocês estão pensando assim vamos trazer alguns exemplos: Vocês estão em uma mesa de restaurante esperando uma pessoa que combinou de jantar com um grupo e alguém perguntar como é essa pessoa e responderem fulano trabalha comigo e é gente boa. E uma moça pergunta se ele é bonitão, a cor dos olhos, se é alto,negro, branco ou mulato. Pronto. Está formada a confusão. Vai ter sempre alguém que vai dizer: Você não pode falar mulato é ofensivo. Fale negro quando for se referir a uma pessoa que tem pais de diferentes etnias (filho (a) de um pai branco e mãe negra ou vice-versa).

Muitos podem pensar que a malato vem da cruza de cavalo com um jumento, Mula. Isso é uma ignorância e falta de informação. Mulato vem da palavra híbrida mulos. Mulos surge a primeira vez com os Mouros (árabes que dominaram por 800 anos a península Ibérica na era medieval) e absorvida por Portugueses e Espanhóis que ao longo do tempo foi modificada para mulato. Eu recomendo para os adeptos do politicamente correto comprarem um dicionário etimológico que mostra a simbologia das palavras (origens das palavras).

Seguindo o barco como diria o grande jornalista Ricardo Boechat. Vejam como a cultura do politicamente correto interfere na realidade dos fatos.  Outra situação é ser feio usar a palavra denegrir que vem de medo do escuro. Todos temos medo do escuro.

Termos como gordo, baixinho, feio, magrela, japa, china, homossexual, lésbica, transexual, gênero, fascista, nazista, etc (essas últimas são um exemplo de deturpação total) são motivos para taxarem você como uma pessoa ruim e politicamente incorreta. A agenda globalista de ideologia de esquerda está segregando a sociedade entre brancos, negros, asiáticos, indus, indígenas, opções sexuais, gênero, fisiologia,  tipos de família, religião, ideologia política, educação, seres terríveis como eu que gostam de comer carne e vegetarianos, bem ou mal deturpando o bom senso de respeitar as pessoas, valores e princípios em uma sociedade saudável. 

E quando falamos de humor o politicamente correto criou uma incoerência total. O humor sempre teve suas bases em pegar fatos da realidade de uma sociedade e criticar de uma forma que levasse diversão e reflexões. Ninguém tem intenção de ofender as pessoas. Hoje comediantes já se manifestam que tem em geral medo de escrever um texto como gostariam já que o politicamente correto pode destruir sua reputação como seres humanos e artistas. 

Qualquer coisa pode ser gravada em vídeo por um celular, postada na Internet e replicadas por milhões de pessoas e ainda corre o risco de tomar um processo e verem suas carreiras destruídas. Poucos são os humorista que não se curvam a essa psicopatia globalista de viés esquerdista do politicamente correto como Fábio Rabin, Leandro Hassum, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Bruna Louise, Rafael Portugal, Diego Portugal e Nany People. 

Termino minha coluna de hoje com a afirmação: O mundo para de evoluir quando a gente tem nossa liberdade de expressão tolhida.

Régis Rothfilber

Régis Rothfilber

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