Quem não lembra dos eventos ocorridos em 11/09/2001? O mundo inteiro se apavorou ao assistir ao vivo os ataques as torres gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque. Entretanto  hoje vou contar minha experiência pessoal dentro do olho do furacão. Sim, eu estava em NY naquele dia fatídico. Eu tinha chegado há uma semana na cidade. Um rapaz de 24 anos, recém formado em Publicidade, que estava pela primeira vez morando sozinho. Tudo era um boom na minha vida com um todo um mundo a ser desbravado. Meu propósito era estudar marketing para a indústria do entretenimento e eventos esportivo.

As aulas iniciariam em setembro na instituição New York University. O que eu jamais imaginaria é que dali há alguns dias eu viveria a experiência que mudaria minha vida para sempre.

 No momento da colisão do primeiro avião no primeiro prédio eu dormia tranquilamente quando recebi uma ligação do meu pai nervoso, perguntando aonde eu estava. Eu meio sonolento relatei que eu estava em casa e ele só dizia as torres gêmeas, as torres gêmeas, você está próximo? Com a maior tranquilidade do mundo respondi questionando que torres? Do que você está falando? Ao ligar a TV no canal NY1, o segundo avião colidiu com a segunda torre. Levei um susto, e perguntei aonde era aquilo. Abri uma lista telefônica e percebi que estava relativamente distante. Bom a partir dali começamos a traçar um plano de emergência. Peguei minha mochila, coloquei o básico de roupas, carregador de celular e combinamos que eu iria a um caixa eletrônico sacar dinheiro e retornar para casa e aguardar o governo dizer se teríamos que evacuar a ilha. E gente ao sair para rua,  me assustei com o cenário que encontrei. 

   Me encontrava no meio de uma população em pânico. As pessoas estavam desesperadas, correndo enquanto seguravam os filhos nas mãos, outros ligando para saber onde estavam seus familiares, outros gritavam que tinham declarado guerra aos Estados Unidos, muita gente chorando. O caos estava formado. Eu olhava ao redor e pensava que eu estava dentro da filmagem hollywoodiana. Mas eu só tinha uma coisa na cabeça, eu preciso ficar calmo e sobreviver. Passei pelo meio das pessoas correndo e fui até o caixa eletrônico mais próximo. Peguei uma fila de meia quadra e presenciei as pessoas tentando entender o que aconteceu, se teriam mais ataques acontecendo entre outras especulações.

Ao chegar a minha vez de sacar, fiz rápido e o que eu imaginava aconteceu, as instituições financeiras desligaram seus sistemas. Ninguém mais sacava dinheiro. E meus amigos, o povo entrou em desespero e começaram a perseguir todos que tinham sacado dinheiro e ainda estavam próximos. Eu tive que correr para evitar que me atacassem e no mínimo tirassem meu dinheiro. Tive que me esconder atrás de umas latas de lixo de uma cafeteria e esperar por 40 minutos até realmente sair dali e ir para casa. É muito bizarro um estrangeiro viver toda aquela situação . Para um estrangeiro, a perspectiva do que estava acontecendo era que mesmo no país mais poderoso do mundo, a população vivendo uma situação de ataques terroristas entram em pânico em qualquer lugar de forma bem semelhante. EUA, Oriente Médio, África, Europa não fazia diferença naquele momento. E se alguém acha que razoavelmente longe não tinha que se preocupar se engana. Para nós, Aviões colidindo em prédios ou outros tipos de ataques poderiam acontecer há qualquer momento. 

 Nas horas seguintes aposto que todos ficaram em frente da TV para saber se o governo iria decretar evacuação imediata  ou se deveríamos ficar em casa. Nos dias que se passaram, tínhamos medo de tudo. Entrar em transportes públicos, ir ao supermercado etc. Quem poderia garantir que novos ataques não aconteceriam?

 Ali estava estabelecido um novo processo comportamental para nossas vidas. O constante alerta que algo sempre pode acontecer

 Ao mesmo tempo o país se uniu sem diferenças de credo, crença ou postura política. Ali todos eram cidadãos norte-americanos. E apoiar os bravos homens das corporações de bombeiros, polícia civil, militares e defesa civil era necessário. Eram realmente heróis. E ali eu entendi o que era patriotismo. União de uma nação para saírem mais fortes e mostrar que a nação era maior que qualquer coisa.

 Quando assisto dezoito anos depois o governo americano tentando um acordo com o Afeganistão pela paz e terroristas ameaçando novos ataques penso que essas pessoas jamais derrubaram o povo americano. Ao mesmo tempo lamento que nossa sociedade seja em parte manipulada por grupos políticos de esquerda que apoiam abertamente ditaduras e grupos terroristas que membros estão infiltrados na América Latina com relatos da polícia do RJ que terroristas vem as favelas treinar os soldados do crime organizado. E paralelamente os mesmos grupos políticos colocam suas estruturas de ditos movimentos sociais para incendiar prédios públicos com pessoas dentro em meio a manifestações pacíficas ou mandam queimar as safras de algodão e grãos no Mato Grosso do Sul e outras localidades rurais, para criar mais ódio entre as pessoas e isso criando pânico na população em um tentativa ridícula de derrubar nosso presidente com o objetivo retornarem ao poder e continuarem o plano de criar uma ditadura socialista no Brasil.

Régis Rothfilber

Régis Rothfilber

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