A Agência Curitiba de Desenvolvimento, onde trabalho, fica no prédio da Fundação Cultural de Curitiba, o Engenho da Inovação, no Rebouças. Janeiro e fevereiro são meses que assistimos a uma intensa movimentação dos nossos vizinhos de porta. O pessoal da FCC se vira nos 30 para promover a Oficina de Música e o Carnaval de Curitiba.

Ali, percebemos que existe muita seriedade, profissionalismo e paixão pela cultura. Enquanto se ouve em alguns lugares questionamentos sobre o Carnaval da cidade, na turma da FCC não há tempo para isso, é período de muito trabalho e dedicação para organizar a folia.

Sábado à noite, resolvi ver os desfiles das escolas na Marechal Deodoro. Levei minha mãe, dona Irdes, a tiracolo. Tivemos uma surpresa muito legal. Curitiba tem, sim, Carnaval, feito com amor e seriedade. Óbvio que não se compara a grandiosidade de Rio ou Salvador, mas não falta alegria.

Aos poucos o Carnaval de nossa cidade vai se inventando, se inovando. Além das escolas na avenida, temos diversas outras ações no período, em que as pessoas celebram a seu gosto. É o Carnaval Nerd, é o Zombie Walk, os Garibaldis e Sacis. O grito de Carnaval na noite de quinta levou mais de 500 pessoas para a rua no bar Ao Distinto Cavalheiro, na esquina da Saldanha Marinho com Visconde do Rio Branco. E rola também muito rock and roll pela cidade.

Curitiba tem um Carnaval democrático, que vai se firmando, buscando suas alternativas, com cultura e economia criativa dialogando para promover a festa.

As escolas de samba se enfeitaram e desfilaram pela Marechal. E lá estava na avenida o prefeito Rafael Greca de sorriso aberto para receber cada uma delas. O público chegou a 30 mil pessoas, contagiadas pelo samba.

Eu nem ia escrever coluna nesses dias, ia fazer uma pausa geral para relaxar um pouco do trabalho. Mas depois que fui para a avenida com Dona Irdes, achei que tudo isso merecia um artigo, pois foi uma pausa para a alegria. Viva Curitiba!

Cris Alessi

Cris Alessi

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