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“Dos momentos intensos que vivemos, os únicos registros que precisamos devem ficar gravados nas memórias, nossas e das pessoas que compartilharam conosco. Vamos nos preocupar mais em viver livres, plenos e de forma intensa cada momento, para que possamos prestar mais atenção no universo e seus sinais.”

Seremos felizes quando num belo dia pudermos dizer que foi tão lindo, intenso e completo, que não fotografamos, postamos ou avisamos a localização, simplesmente vivemos. A alma precisa de momentos livres e intensos, sem preocupações com registros supérfluos, apenas os registros na memória.

Antes da escrita, os povos antigos transmitiam seus conhecimentos pela oratória, contando histórias, parábolas, anedotas, “causos” e, de vez em quando, arriscavam um desenho que, muitas vezes, se tornavam indecifráveis. Hoje, as pessoas preferem “falar” por imagens, transmitir um sentimento num post, colocando esforço na preocupação de capturar algo para um registro. Assim, acabam não prestando atenção no Universo e seus sinais.

O mundo se tornou uma grande propaganda enganosa, onde muitas pessoas vivem no meio de fachadas. Então, o eu verdadeiro cedeu espaço para a personificação; passamos mais tempo vivendo o que não somos ou sonhando com aquilo que gostaríamos de ser. Pode ser perigoso, porque muitas pessoas distorcem a realidade e fazem qualquer coisa para manter-se na vida personificada.

Sejamos autênticos, vivamos de forma intensa tudo o que precisa ser vivido. Sejamos lembrados pelo nosso amor fraterno, pelas ações caridosas e pelo senso de justiça. Mais do que tentar, precisamos nos mexer para nos transformar, não será fazendo as mesmas coisas que promoveremos alguma mudança no mundo. Sempre estará em tempo. Se acordamos hoje, é porque o Pai Maior nos deu a oportunidade de virar mais uma página e começar a viver de verdade, escrevendo uma história bonita.

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