E o Brasil segue sem ganhar nenhum Oscar, o prêmio mais importante do cinema mundial. Porém, ao contrário das outras vezes, nesse caso fez-se a justiça. Ao não premiar o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, a “Academia” consertou um erro cometido por alguns de seus membros, que decidiram indicá-lo a premiação.

O filme de Petra, herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez – uma das empresas mais envolvidas em corrupção durante os anos de governo do PT e cujos executivos foram presos e condenados pela Lava jato – não poderia jamais ter concorrido como melhor documentário por se tratar de uma peça de ficção.

O roteiro de Democracia em Vertigem é uma grande mentira, do início ao fim.

A cineasta tentou, através de uma narrativa própria e 100% parcial, reescrever a história do Brasil, abusando do vitimismo e do “coitadismo” para tentar emplacar o discurso de que a saída do poder do governo mais corrupto da história do país foi um ataque “das elites” contra a democracia brasileira.

A farsa quase deu certo.

O lobby progressista, que é muito forte em Hollywood, conseguiu fazer com que o filme fosse um dos indicados. Porém, na hora de conceder o prêmio, deixaram o lobby de lado, escantearam o documentário falcatrua e optaram por um trabalho sério. A mentira tinha ido longe demais.

Por falar em lobby progressista, Lula viajou para encontrar o Papa Francisco no Vaticano.

A versão oficial diz que o encontro foi articulado pelo presidente argentino. Porém, as más línguas falam que foi a própria CNBB  que interferiu a favor do líder petista.

O fato de o Papa se encontrar com um ex-presidiário não é nada grave como alguns dizem. Muito pelo contrário. As igrejas cristãs atuam diariamente dentro dos presídios tentando resgatar espiritualmente os marginais que lá pagam por seus crimes. A igreja católica possui até a “Pastoral Carcerária” para fazer esse trabalho. Logo não existe nada de errado no fato do Papa Francisco receber um notório ladrão.

O problema é que o Papa deve achar que Lula vai até ele pedir perdão a Deus por seus pecados. Já Lula, que se acha o próprio Deus, vai lá por puro marketing pessoal.

O maior líder cristão será usado como peça de propaganda petista. Confesso que mesmo não sendo católico, fiquei triste com essa situação.

Analisando os dois casos, os dois envolvem o Partido dos Trabalhadores, chega-se a uma conclusão óbvia. Numa mesma semana uma militante deles concorreu ao Oscar e o líder do partido foi a um encontro com o Papa.

Quem pensa que o PT está politicamente morto, está muito enganado.

Leandro Requena

Leandro Requena

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