Solitude é bem diferente de solidão, é liberdade. A solidão nos remete a dor, ao estado de sofrimento por estarmos sozinhos. A  solitude nos remete à alegria, à liberdade de, voluntariamente, estarmos reclusos ou isolados, na maioria das vezes, buscando aprimoramento moral e espiritual, é o momento de encontro conosco e nossa verdade.

Estando sós, sem nada para fazer, mas, desejando companhia para fazer algo conosco e isso está nos incomodando, é solidão. Se não queremos a companhia de ninguém, apenas ficarmos sentados sozinhos na nossa poltrona preferida, ouvindo uma música, lendo um bom livro ou simplesmente refletindo sobre a vida, é solitude, é liberdade, é quando a consciência é a única companhia que queremos.

Estando solitários, é importante entendemos em qual estado nos encontramos, no de solidão ou de solitude. A solidão pode, também, ocorrer mesmo quando estamos entre pessoas, ao sofrermos rejeição por algum estigma social relacionado a nossa condição social, econômica, religiosa, de gênero, etc.

Quando formos capazes de permanecer no estado de solitude entre as pessoas, definitivamente, estaremos imunes a quaisquer negatividades, estaremos em estado de vigília e ligados plenamente ao estado de consciência, isolados das interferências e ruídos exteriores. É difícil atingir esse estado meditativo, mas, é uma virtude desenvolver a habilidade de nos mantermos “zen”, aconteça o que acontecer.

Jorge Jubrail

Jorge Jubrail

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