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“A vida não é curta como muitos dizem; curto é o tempo que temos para viver, depois de passarmos anos apenas existindo para sobreviver. A vida é intensa, é o presente, não percamos tempo com o passado e o futuro, sejamos plenos e felizes agora, não acreditemos que a felicidade é uma casa no campo ou na praia no final da vida, a felicidade é poder cantar, dançar, pular de paraquedas agora.”

Quando conseguirmos observar as árvores, o céu, sentirmos o calor do sol entrando por cada poro, o perfume das flores e a beleza do arco-íris com calma, sem pressa, enfim, seremos felizes. A felicidade está no agora, não naquela vida que pensamos ter após a aposentadoria, numa casinha simples no campo ou na praia, como vemos nas propagandas.

Talvez, nem tenhamos a oportunidade de desfrutar de um momento simplista e despojado ao final de nossas vidas, tudo não passa de um sonho que o sistema alimenta, para nos entregarmos cada vez mais ao materialismo no presente e dedicarmos nosso precioso tempo a nós mesmos e às pessoas queridas, apenas ao final da vida; o agora é que precisa ser vivido numa “casinha” simples.

Ninguém precisa de dez blusas no inverno, cinquenta pares de sapatos, vinte ternos, inúmeros relógios, apenas a quantidade suficiente que nossa consciência achar necessária para vivermos bem. Ao final da vida, se continuarmos correndo e acumulando bens, no ritmo desenfreado que o mundo dinâmico exige, ficaremos com a sensação que perdemos nosso tempo, deixando de dançar, tocar nossa viola, cantar, saltar de paraquedas, porque nos faltará saúde até para sorrir.

Para sermos felizes, precisamos simplesmente nos desligarmos do passado e não tentarmos nos conectarmos ao futuro. O presente é a única coisa que nos pertence e precisamos aproveitá-lo na sua plenitude. Vivemos numa sociedade que nos prepara desde crianças para sermos como uma fruta passando por um espremedor, que tira nosso caldo durante anos a fio e, quando nos tornamos um bagaço, enxergamos o tempo desperdiçado, correndo atrás das coisas efêmeras, estimulados pelo consumismo capitalista, com o sonho de um porto feliz no final da vida.

Podemos fazer as coisas sorrindo, quando nossas mentes estão vazias e ligadas ao momento; quando nossas mentes estão cheias, fazemos as coisas falando em vão, argumentando, criticando e assediando nossos semelhantes, não há tempo para sorrir, precisamos descarregar nossos argumentos sobre as pessoas. Sejamos plenos e autênticos em tudo o que fizermos.

Desaprenda, desapegue, desacelere, descomplique, silencie a mente e sorria! Sê dê a oportunidade de fazer aquilo que gosta, tenha momentos de prazer individual e com a família, seja autêntico, sincero, leal e faça tudo com prazer, como se fosse o último dia de sua vida, que um dia você acertará, como disse Millôr Fernandes.

Jorge Jubrail

Jorge Jubrail

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