O texto de hoje é para você, micro e médio empreendedor, que ouviu alguma vez o tal termo “branding”, ficou com medo, achou que não se aplicava ao seu negócio e continuou – de certa forma – não agregando o real valor ao seu produto. Arrisco em dizer que quando você assiste a uma grande campanha de uma gigante multinacional pensa que eles são milionários e com uma grande equipe de marketing, além é claro de um mega orçamento, e, portanto, é mais fácil. Claro, quem não quer tudo isso? Porém, o que eu quero te dizer é que você pode sim agregar valor ao seu portfólio, com baixo investimento e muita inteligência, estratégia e criatividade.

Há uns seis anos assisti a uma palestra do head de marketing da Louis Vuitton. Ele disse uma frase que marcou minha vida:

nem todas as marcas são de luxo, mas todas as marcas podem se espelhar nas marcas de luxo e encantar seus clientes.

Hoje, o que mais se fala é sobre marketing de experiência, na importância do atendimento, na qualidade do pós venda, no impressionar. O grande desafio que vejo nas pequenas e médias empresas é o do quebrar o paradigma da cultura organizacional que é pautada pelas preferências dos donos, pelo “achismo” existente por acreditar que conhece tudo sobre o seu negócio.

Fato é, que afirmo em dizer (pela experiência de mais de 15 anos no marketing), que quem manda, quem acha, quem sabe, é o seu consumidor. É um crime, por exemplo, lançar um produto pautado pelas decisões internas. Quantos produtos você já lançou e não deram certo? Ou ainda, quantos produtos você tem e que poderiam já terem sido descontinuados? Acredite, tirar um produto de linha é tão saudável quanto lançar um.

Existem diversas técnicas de pesquisa junto ao consumidor, as mais caras, as mais baratas, os dados prontos de mercado, os que você mesmo pode construir. O que vale mesmo é ter a consciência de que é preciso perguntar para quem vai consumir. 

Tenha uma visão sistêmica

Outro ponto importante é que a gestão de marcas não cabe apenas ao departamento de marketing e à direção. Essa deve ser uma cultura organizacional, onde todas, eu disse todas, as áreas da empresa precisam participar. Una as pessoas periodicamente em um comitê. Ouça. Pesquise. Não sabe por onde começar? Contrate uma consultoria. Às vezes você tem dentro de casa pessoas incríveis que fariam chover, mas não sabem por onde começar, ou o mais comum, a operação e a rotina as consomem impedindo que pensem fora da caixa.

Lembre-se: por menor que seja sua empresa, por mais comum que seja o seu produto, você pode despertar desejo nas pessoas em consumi-lo. Mas não esqueça: nós não inventamos necessidades, nós atendemos as existentes. Bora começar?

Giocéli Escorsin

Giocéli Escorsin

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