Clima e Tempo

Ciclone deixa Sul do Brasil em alerta e pode causar neve e chuva congelada

Ventos podem chegar a 117 km/h; fenômeno pode causar destruição em cidades do Rio Grande do Sul

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais com informações da MetSul
Ciclone deixa Sul do Brasil em alerta e pode causar neve e chuva congelada
(Foto: Reprodução/ NOAA)

16 de maio de 2022 - 11:57 - Atualizado em 16 de maio de 2022 - 11:57

Um ciclone subtropical, com intensidade atípica, deve atingir a região Sul do Brasil nesta terça-feira (17). Órgãos de meteorologia e a Marinha do Brasil já colocam o estado do Rio Grande do Sul em alerta, para registro de ventos que podem atingir 117 km/h. Não está previsto um grande volume de chuva, porém, o vendaval pode causar estragos.

De acordo com a Marinha, ventos com intensidade mais forte já atingem a faixa litorânea do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC), ao sul de Laguna, desde domingo (15). Existe a previsão de dois ciclones para a América do Sul neste mês de maio, e o primeiro, que atingiu com mais intensidade a Argentina neste final de semana já causou efeitos nas praias do RS. Na tarde de ontem, moradores do Litoral Sul gaúcho registraram ressaca no mar.

Registro da Praia do Cassino (Foto: Marisa Sias/ Reprodução MetSul)

Entretanto, o segundo ciclone, nomeado de Yakecan, previsto para esta terça-feira (17), é o que causa mais preocupação para os estados da região sul.  Ao interagir com o ar frio, o ciclone pode trazer chuva congelada e neve misturada à chuva amanhã e quarta-feira nos Aparados (RS), Planalto Sul e Norte de Santa Catarina, e no Sul do Paraná. Os dois dias serão muito frios com chuva, vento e baixa sensação em várias cidades.

Ciclones são comuns durante os meses de outono, inverno e primavera no Atlântico Sul pelo encontro de massas de ar quente e frio de diferentes pressões atmosféricas. Normalmente, os sistemas se formam na altura do Rio da Prata ou mais ao Sul do Atlântico, como na costa de Buenos Aires ou junto à Patagônia. São estes ciclones que impulsionam massas de ar frio com o conhecido vento “Minuano” no Rio Grande do Sul e que ao interagirem com o ar polar acabam em algumas vezes provocando neve.

Histórico preocupante

Em maio de 2008, um ciclone com as mesmas características devastou o Rio Grande do Sul. Com rajadas de ventos que atingiram 118 km/h, o fenômeno causou uma morte e deixou muitos estragos em todo estado. As rajadas mais intensas ocorreram no Nordeste gaúcho, em áreas da Serra, dos vales, da Grande Porto Alegre e do Litoral Norte.

(Foto: Reprodução/ MetSul)

Centenas de milhares de pessoas ficaram sem luz e houve desabastecimento de água. A luz levou dias para voltar em vários pontos pela destruição da rede elétrica. Centenas de árvores caíram em Porto Alegre e a Redenção foi duramente castigada com grande número de vegetais tombados no parque da capital. Na Serra, um homem morreu quando o veículo em que estava foi atingido pela queda de uma árvore em rodovia no município de Serafina Correa. Houve destelhamentos na Grande Porto Alegre, Serra e Litoral.