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Maringá registra poças com “água escura” que podem ser consequência das queimadas no Pantanal

Poças de água escura e liberando espuma são registradas nas ruas de Maringá

Gabriel
Gabriel Trevisan
Maringá registra poças com “água escura” que podem ser consequência das queimadas no Pantanal
Foto: Gleison Treimon

21 de setembro de 2020 - 12:08 - Atualizado em 21 de setembro de 2020 - 12:08

Aos poucos, as consequências dos incêndios no Pantanal, Amazônia e em diversos biomas do país vão aparecendo no dia a dia do brasileiro. Graças a chuva registrada na manhã desta segunda-feira (21) em Maringá, o dia amanheceu com diversas poças. O fenômeno seria mais um fato rotineiro, se a água encontrada não estivessem de cor preta e liberando espuma.

Segundo o coordenador da Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá, Leandro Zandonadi, a espuma e cor preta pode sim estar ligada com as queimadas no Pantanal.

“Há uma frente fria passando pela região da divisa do Paraná com São Paulo, quando isso ocorre há um alinhamento do canal de umidade desde a Amazônia até a nossa região, trazendo junto toda a fuligem das queimadas”, explica o especialista

Ainda de acordo com o geografo, após um período de estiagem é recomendável evitar as primeiras chuvas, pois elas trazem vários poluentes que estavam em suspensão na atmosfera, podendo inclusive serem ácidas.

Segundo especialistas, a fumaça diminui a qualidade do ar e da água da chuva coletada. Por isso, é importante que os populares que fazem o uso da água da chuva estarem sempre atentos com a qualidade da água.