Clima e Tempo

Calor no Paraná: 2020 pode ser o ano mais quente dos últimos 25 anos

Atualmente, o Paraná encontra-se em situação de seca moderada, grave e extrema, de acordo com a região

Renata
Renata Nicolli Nasrala / Editora
Calor no Paraná: 2020 pode ser o ano mais quente dos últimos 25 anos
Foto: José Fernando Ogura/ANPr

8 de outubro de 2020 - 11:59 - Atualizado em 8 de outubro de 2020 - 12:20

O calor no Paraná em 2020 pode ser o ano mais quente dos últimos 25 anos, mais um motivo para esse ciclo se tornar histórico na memória de todos.

De acordo com o Serviço de Mudança Climática Copernicus, do Programa de Observação da Terra, da União Europeia, que monitora o clima desde 1979, há 99,9% de chance de 2020 entrar no ranking dos cinco anos mais quentes já registrados.

Conforme a  Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), esse aumento na temperatura do ar ocorre em várias regiões do mundo, como no Norte da Sibéria, no Oriente Médio, em partes da América do Sul, Estados Unidos, Austrália e Europa.

Calor no Paraná: setembro foi um dos mais quentes da série histórica de medição

As altas temperatura também moveram os termômetros no Paraná. Segundo os registros do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), setembro foi um dos mais quentes da série histórica de medição, que teve início em 1998.

“Com exceção do Litoral, em todas as outras regiões do Paraná a temperatura média ficou acima dos registros históricos. Em Curitiba, os termômetros marcaram entre 2 e 3 graus acima, e no Noroeste até 4 graus mais alta”, afirma o coordenador da Operação Meteorológica do Simepar, Marco Antônio Jusevicius.

Em uma combinação explosiva de calor e falta de água, a situação do Paraná é tão grave que o estado foi incluído no mapeamento hídrico do Monitor de Secas, plataforma regulamentada pela Agência Nacional de Águas (ANA).

E a tendência de temperaturas elevadas continua. Nos primeiros dias de outubro, a onda de calor em todo o Paraná elevou o consumo de água a níveis recordes, demandando produções acima da média dos sistemas de abastecimento público.

Em Maringá, o consumo chegou a ser 20% maior do que nos dias normais. Em Londrina, foi 17% maior, com recorde de consumo de 255 milhões de litros.

Atualmente, o Paraná encontra-se em situação de seca moderada, grave e extrema, de acordo com a região.

Em Curitiba e Região Metropolitana, que enfrentam crise no abastecimento de água, a classificação é de seca extrema.