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Seu gato ficou rouco? Saiba o que pode ser

Pauline
Pauline Machado / Canal de Estimação @paulinemachadooficial
Seu gato ficou rouco? Saiba o que pode ser

25 de agosto de 2021 - 00:00 - Atualizado em 17 de novembro de 2021 - 11:19

Você acordou e notou que o miado do seu bichano está diferente? É possível notar o gato rouco quando ele está com laringite. No geral, essa inflamação é secundária a outra doença. Veja as possibilidades e as alternativas de tratamento.

A laringite deixa o gato rouco

A laringe fica entre a faringe e a traqueia e é composta por cartilagens e membranas. Trata-se de um órgão curto, que exerce função respiratória e fonatória, e está localizado na região do pescoço.

Ela atua como uma válvula e não permite que o alimento vá para o pulmão quando deglutido. Quando esse órgão fica inflamado, dá-se o nome de laringite. E quando isso acontece com o bichano, ele pode ficar rouco.

Quando a laringite se apresenta na forma crônica, ela pode ser consequência do gato estar miando muito. Também pode ser resultado de um refluxo esofágico. Já no caso da laringite aguda, ela pode estar associada a:

  • Complexo respiratório felino;
  • Pneumonia;
  • Bronquite;
  • Resfriado em gatos;
  • Picadas de inseto (causam reação e edema na laringe, deixando o gato rouco);
  • Presença de corpo estranho,
  • Rinotraqueíte.

Finalmente, quando nada é feito, ou seja, quando o gato rouco não é tratado, há um risco de ocorrer a fibrose das pregas vocais. Além disso, em alguns casos, também acontece a calcificação da laringe, e isso pode comprometer a respiração.

Outros sinais clínicos

Muitas vezes, a única alteração que o tutor nota é o gato rouco. No entanto, dependendo do que levou o animal à rouquidão, é possível observar outros sinais clínicos, que vão sugerir a doença por traz do problema. Dentre os sinais estão:

  • Tosse;
  • Dispneia (respiração curta e com dificuldade);
  • Dificuldade de miar (afonia);
  • Intolerância ao exercício;
  • Engasgos e dificuldade de engolir o alimento;
  • Dor;
  • Espirro, coriza,
  • Secreção ocular.

Diagnóstico e tratamento

Caso o tutor tenha notado o gato com miado rouco, é preciso levar o bichano ao médico-veterinário para que ele seja examinado. Assim, durante a consulta, o profissional poderá auscultar o pulmão, aferir a temperatura e realizar todo o exame físico necessário.

Caso suspeite da presença de corpo estranho, é provável que o profissional solicite o exame radiográfico. No entanto, se na auscultação pulmonar ele perceber que algo não está bem, além da radiografia poderá solicitar os exames de hemograma, leucograma e bioquímico.

P tratamento vai variar de acordo com o caso. Se o médico identificar um edema na região da laringe, por causa de uma picada de inseto, por exemplo, é provável que o gato rouco precise ficar internado.

Dessa forma, ele poderá ter os sinais vitais monitorados e receber o suporte necessário. Afinal, cada sinal clínico precisará ser tratado individualmente. A possibilidade de internação vale também para quando o animal é diagnosticado com pneumonia e apresenta um quadro de desidratação.

Nesses casos, poderá ser preciso ficar internado para receber a fluidoterapia. Além disso, o animal vai receber antibiótico, antitérmico e demais medicamentos necessários.

A administração de anti-inflamatórios não é muitas vezes prescrita para controlar o aumento de volume na região da laringe. Em alguns casos, também poderá ser necessário alterar a consistência do alimento fornecido, para facilitar a deglutição do pet. Dessa forma, a ração úmida é uma alternativa durante o tratamento.

Resumidamente, não há um remédio para gato rouco. A medicação prescrita será baseada no diagnóstico definido pelo médico-veterinário e na causa inicial da laringite.

Prevenção

Muitas das doenças que deixam o gato rouco podem ser prevenidas. Um dos cuidados que o tutor pode ter é o de garantir que a vacinação do bichano esteja em dia. Assim, ele ficará protegido de diversas infecções respiratórias. Além disso, é indicado:

  • Não permitir o acesso a objetos que possam ser ingerido;
  • Não permitir acesso a produtos de limpeza ou substâncias químicas;
  • Evitar brigas, quedas ou traumas;
  • Oferecer uma alimentação de qualidade, para garantir que o organismo do pet esteja pronto para se defender das doenças,
  • Realizar enriquecimento ambiental e poupar o animal de situações de estresse.

Fonte: Seres