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Cachorro na praia: você concorda ou não?

Pauline
Pauline Machado / Canal de Estimação Jornalista e diretora do @canaldeestimacao
Cachorro na praia: você concorda ou não?

22 de janeiro de 2021 - 17:16 - Atualizado em 17 de novembro de 2021 - 11:27

O Projeto de Lei Complementar nº 29/2019, que permite cachorros nas praias de Santos, deu um passo à frente. A Câmara Municipal aprovou a proposta em primeira discussão, em dezembro de 2020, com 14 votos a favor e dois contra. Por enquanto, é preciso aguardar a próxima votação, ainda sem data para acontecer.
 
O projeto ainda pode sofrer alterações antes da segunda e última votação. Só então vai para veto ou sanção da Prefeitura.
 
O autor da proposta, o vereador Adilson Junior (PP), explica como funcionaria a lei: “os cães poderão circular na faixa de areia e no mar, durante o período das 17h até à meia noite, e de meia noite até às 8h. Para isso, eles precisam estar identificados com coleira ou plaqueta, vermifugados e vacinados. Além disso, os tutores precisam estar acompanhados o tempo todo e os cachorros não podem ser antissociais ou apresentar comportamento perigoso”.
 
Segundo ele, o projeto tem apoio de figuras importantes que participaram de audiência pública sobre a lei no ano de 2019, como o Dr. Alexander Biondo, professor de Zoonoses e Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o médico infectologista Dr. Evaldo Stanislau, do Hospital das Clínicas da USP, e também do atual secretário de saúde do Estado, Dr. Jean Gorinchteyn. Além disso, seria considerado um marco de avanço para a cidade de Santos.
 
“Os pets há muito deixaram de servir para guarda das casas, eles convivem com a família de forma ampla e são levados para restaurantes, shoppings, entre outros. Várias cidades do mundo e até aqui no Brasil, como o Rio de Janeiro, já permitem a circulação de cães na areia; com regras, é claro”, afirma Adilson.

De acordo com o projeto de lei, os tutores são os responsáveis por recolher e descartar as fezes dos cães adequadamente. Do contrário, está passível de multa. As cadelinhas no cio, ou pré-cio, também não poderão frequentar a praia.
 
RISCOS.
A veterinária Emilyn Diorgi, da Universidade Anhembi-Morumbi, afirma que locais com grande índice de umidade, como Santos, são propícios para o risco de o cãozinho desenvolver dirofilariose canina, ou comumente chamado, verme do coração. “É uma doença muito séria e silenciosa, já que o verme pode habitar o coração do cachorro e causar insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, que podem levar o animal a óbito”, explica.
 
Ainda segundo ela, existem também outros riscos. “O animalzinho pode contrair a giardia, verminose, otites e dermatites por conta da areia e da umidade”, afirma.
 
Apesar disso, para quem não abre mão da companhia do seu melhor amigo, há solução. De acordo com Emilyn, vermífugos com repelente podem ser alternativas de proteção. “No mercado pet podemos encontrar sprays e até mesmo coleiras repelentes”, sugere. “A vacinação e a vermifugação são indispensáveis para qualquer passeio do cãozinho”, finaliza.
 
Para o veterinário Vinícius Moreira, a opção mais segura dos passeios é ficar pelo calçadão. “Se pensarmos nas praias de Santos, além da contaminação com verminoses, temos também que lembrar do risco da leptospirose, transmitida pela urina dos roedores, proliferados há anos nos jardins da orla; essa é uma doença extremamente grave tanto para o cachorro como para o humano”, esclarece.

De acordo com o projeto de lei, os tutores são os responsáveis por recolher e descartar as fezes dos cães adequadamente. Do contrário, está passível de multa. As cadelinhas no cio, ou pré-cio, também não poderão frequentar a praia.
 
RISCOS.
A veterinária Emilyn Diorgi, da Universidade Anhembi-Morumbi, afirma que locais com grande índice de umidade, como Santos, são propícios para o risco de o cãozinho desenvolver dirofilariose canina, ou comumente chamado, verme do coração. “É uma doença muito séria e silenciosa, já que o verme pode habitar o coração do cachorro e causar insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, que podem levar o animal a óbito”, explica.
 
Ainda segundo ela, existem também outros riscos. “O animalzinho pode contrair a giardia, verminose, otites e dermatites por conta da areia e da umidade”, afirma.
 
Apesar disso, para quem não abre mão da companhia do seu melhor amigo, há solução. De acordo com Emilyn, vermífugos com repelente podem ser alternativas de proteção. “No mercado pet podemos encontrar sprays e até mesmo coleiras repelentes”, sugere. “A vacinação e a vermifugação são indispensáveis para qualquer passeio do cãozinho”, finaliza.
 
Para o veterinário Vinícius Moreira, a opção mais segura dos passeios é ficar pelo calçadão. “Se pensarmos nas praias de Santos, além da contaminação com verminoses, temos também que lembrar do risco da leptospirose, transmitida pela urina dos roedores, proliferados há anos nos jardins da orla; essa é uma doença extremamente grave tanto para o cachorro como para o humano”, esclarece.

Fonte: Diário do Litoral