Animais

88% dos brasileiros se importam com o sofrimento dos animais de fazendas

Levantamento do Datafolha indica que 84% dos consumidores comprariam em outro lugar se soubessem que estabelecimento vende produtos de fazenda onde há maus-tratos

Isadora
Isadora Deip / Estagiária com informações da Valle da Mídia e supervisão de Caroline Berticelli
88% dos brasileiros se importam com o sofrimento dos animais de fazendas
Fazenda de suíno em Yaji, China

11 de janeiro de 2022 - 21:34 - Atualizado em 11 de janeiro de 2022 - 21:35

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha em setembro de 2021, a pedido da ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, e divulgada nesta terça-feira (11) revela que quase 9 em cada 10 brasileiros (88%) maiores de 16 se importam, em maior ou menor grau, com o sofrimento dos animais nas fazendas.

Foram entrevistadas 2073 pessoas, sendo que 64% mostraram se importar muito e 24% se importar pouco. Ne estimativa populacional do Brasil para 2021, o percentual de quem se importa corresponde a aproximadamente 148 milhões de brasileiros.

O levantamento indica que o percentual aumenta em jovens com idade entre 16 a 24 anos (93%). Também é maior entre aqueles que possuem ensino superior (91%) e brasileiros das classes A/B (89%), composta por maioria feminina. O percentual dos que afirmam não se importar (apenas 9% do total da amostra), é maior entre pessoas com 60 anos ou mais (14%), pessoas com apenas ensino fundamental completo (13%) e residentes na região Sul (13%).

Na hora das compras

O questionário selecionou, inicialmente, pessoas que costumam fazer compras em supermercado ou hipermercado. Segundo os resultados, 84% dos entrevistados disseram que, se soubessem que um estabelecimento vende produtos cuja matéria-prima vem de uma fazenda que maltrata animais, mudariam o local das suas compras.

Maus-tratos no Paraná

A pesquisa foi publicada um dia depois de um médico anestesista suspeito de agredir até a morte um cão da raça Spitz Alemão ser preso em Cascavel, no Oeste do Paraná. O homem nega que tenha batido em sua cachorrinha de estimação e afirma que a cachorrinha passou mal por estresse após ser corrigida por fazer xixi no lugar errado.

Ele permanece na cadeia pública da cidade, onde foi autuado pelo delegado de plantão pelo crime de maus-tratos a animais, sem direito a fiança.

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