Agronegócio

Vinho e Turismo Rural dão a produtores de Francisco Beltrão o prêmio “Orgulho da Terra”

A vinícola Betiatto é referência no mercado nacional 

Redação RIC Mais
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Vinho e Turismo Rural dão a produtores de Francisco Beltrão o prêmio “Orgulho da Terra”

21 de dezembro de 2021 - 17:34 - Atualizado em 21 de dezembro de 2021 - 17:34

A tradição teve suas raízes na Itália e se fortaleceu no Brasil, mais precisamente no município de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. As famílias italianas de sobrenome Betiatto, da região de Veneto e, os Bocardio, da região da Alexandria, trouxeram no sangue a vontade de fazer história em terras brasileiras. E foi na elaboração de vinhos que eles conquistaram espaço no mercado nacional. Os irmãos João Carlos e Cátia Betiatto, apostam desde 2006 na produção de vinhos e, desde 2008, na produção de espumantes. Eles receberam, no início de dezembro, o prêmio “Orgulho da Terra”, que é uma iniciativa do Grupo RIC de Comunicação, juntamente com o IDRPR – Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná e com a Ocepar – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná. O prêmio “Orgulho da Terra”, homenageou 12 produtores, com as melhores práticas do agronegócio no Paraná, no início deste mês de dezembro. As categorias premiadas foram: soja e milho, bovinocultura (leite), bovinocultura (corte), feijão, psicultura, turismo rural, agroecologia – agricultura orgânica, sericicultura, inclusão social, agroindústria, suíno e aves. 

Qualidade do vinho nacional

A vinícola dos irmãos Betiatto desenvolve produtos coloniais e se destaca na produção de vinhos finos. Cátia Betiatto explica que este processo é uma tradição familiar e que “envolve toda linha de mesa: vinhos finos, bordô, niágara, lorena, inclusive os suaves, que é também chamada de linha família, uma linha de entrada, que aprendemos a produzir com meus avós e pais. Agora a vinícola partiu também para produção de vinhos finos, vinhos merlot, cabernet e tannat, além dos espumantes brut e moscatel.”  Apesar da crise econômica causada pela pandemia de covid 19, Cátia afirma que “hoje o negócio está bom. A pandemia ajudou muito, para o reconhecimento da qualidade do vinho brasileiro. Devido as fronteiras fechadas, as pessoas começaram a descobrir os vinhos nacionais e se tornaram clientes! O vinho nacional foi descoberto na pandemia!”

Turismo Rural

A partir deste cenário, os irmãos Betiatto perceberam a oportunidade de investir no turismo rural. Cátia Betiatto está feliz com o sucesso do empreendimento. “O turismo rural entrou num momento em que a gente teve o registro pelo ministério, que ficou legalizado para vender para o Brasil todo e poder fazer uma divulgação maior do nosso espaço. Hoje a vinícola produz vinhos finos, espumantes, vinhos de mesa, destilados e geleias. Nosso espaço está aberto para visitação de segunda a sábado, sem agendamento. Com degustação harmonizada é preciso fazer agendamento. Na sequência entraremos com piqueniques agendados.”  

João Carlos é quem cuida das parreiras de uva da vinícola. Ele conta  que a fama da marca Betiatto vem da fabricação dos vinhos coloniais. Explica ainda, que para a produção dos vinhos finos, compra uvas de procedência. Mas acredita que em pouco tempo a vinícola vai conseguir produzir suas próprias uvas, para isso, implantaram um parreiral experimental. “Nós produzimos a uva bordô, que é a uva tinta. Uva Niágara, branca e rosada, e produzimos também a uva francesa e lorena. Para vinhos finos, nós adquirimos a uva”. 

Sucessão familiar

Para Sueli Baldo de Araújo, extensionista do IDR-PR, vários pontos importantes compõe o diferencial dos vinicultores das famílias Betiatto e Bocardio. “Entre os critérios está a questão ambiental. A propriedade é muito bem cuidada. A sucessão familiar é um marco bem expressivo nessa família, pois as gerações estão aqui ampliando aquilo que os bisavós iniciaram. É uma história linda de tradição, de cultivo, da forma de vida que eles mantêm. A questão social, por eles estarem inseridos na comunidade, nas cooperativas. A dedicação e o cuidado de tudo que eles fazem, os detalhes de como recebem o turista, de como cultivam, como comercializam. Essa riqueza que eles têm nesses detalhes, de manter as pequenas coisas, elas ganham uma outra dimensão pelo cuidado. Isso faz toda a diferença.”

O projeto “Orgulho da Terra” é apresentado pela COAMO – Cooperativa Agroindustrial LTDA, patrocinado pela Pneu Z e conta com o apoio da Itaipu