Agronegócio

Rabobank vê safra de cana do CS 22/23 entre 530-550 mi t, com recuperação parcial

Reuters
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Rabobank vê safra de cana do CS 22/23 entre 530-550 mi t, com recuperação parcial
Café arábica

10 de novembro de 2021 - 17:27 - Atualizado em 10 de novembro de 2021 - 17:30

SÃO PAULO (Reuters) – A próxima safra de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil (2022/23) terá uma recuperação apenas parcial na comparação com a temporada atual (2021/22), disse o Rabobank em apresentação nesta quarta-feira, estimando um volume entre 530 milhões e 550 milhões de toneladas.

Isso se compara a uma produção de cerca de 525 milhões de toneladas, projetada para o ciclo atual, que foi afetado por prolongada estiagem e geadas, que continuarão pressionando a produção da maior região fornecedora de cana do mundo na próxima campanha.

Em 2020/21, o centro-sul produziu 605 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

“O plano de plantio de cana do centro-sul não foi cumprido adequadamente”, disse o analista Andy Duff, citando a seca e as geadas, e acrescentando que isso agrega incertezas para a próxima safra.

Nesse cenário de oferta menor no centro-sul, Duff prevê mais um ano de preços altos para o setor de açúcar e etanol, devido à moagem bem abaixo do potencial em 2022/23.

Apesar do aumento dos custos, ele afirmou que a indústria de cana terá boas margens na nova safra, que se inicia em abril do ano que vem.

CAFÉ

A safra de café do Brasil 2022/23, que será colhida no ano que vem, foi estimada em 63,5 milhões de sacas de 60 kg, sendo 42 milhões de sacas de arábica e 21,5 milhões de sacas de robusta, de acordo com projeção do Rabobank divulgada nesta quarta-feira.

Isso se compara a uma produção de 2021/22, colhida neste ano, de baixa da bianualidade da produtividade do arábica, de 56,7 milhões de sacas, sendo 36 milhões de sacas de arábica e 20,7 milhões de robusta.

A produção do ano que vem ainda deverá ficar abaixo do recorde de 2020/21, o último ano de alta na bianualidade, que teve um total de 72 milhões de sacas, sendo 53 milhões de arábica.

A estimativa para 2022/23 reflete o impacto da estiagem prolongada em 2021 e das geadas do último inverno.

Em apresentação, o Rabobank disse que ainda há elevado grau de incerteza sobre a safra de café do Brasil para o ano que vem, e que tudo depende da manutenção das chuvas nos próximos meses.

Com uma safra menor no Brasil, o Rabobank sinalizou que o mundo terá um déficit global de café de 3,5 milhões de sacas em 2021/22, ante superávit de 13,9 milhões sacas em 2020/21 (ano internacional).

(Por Roberto Samora)

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