Agronegócio

Prêmio “Orgulho da Terra” na categoria soja e milho vai para produtor de Mangueirinha

Fazenda São Judas Tadeu é referência nacional em produção de soja

Redação RIC Mais
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Prêmio “Orgulho da Terra” na categoria soja e milho vai para produtor de Mangueirinha

23 de dezembro de 2021 - 17:36 - Atualizado em 23 de dezembro de 2021 - 17:36

Ele é referência nacional quando se fala em produção de soja. Na safra 2019/2020, foi campeão nacional de produtividade pelo CESB- Comitê Estratégico Soja Brasil, com 118,82 sacas por hectare. Mas os números não param por aqui. A expectativa de produtividade para esta safra é de 250 sacas por alqueire, enquanto a média na região é de 150 sacas. Estamos falando do produtor Laércio Dalla Vecchia, do município de Mangueirinha. Ele foi o escolhido para receber no início de dezembro, o prêmio “Orgulho da Terra”, que é uma iniciativa do Grupo RIC de Comunicação, juntamente com o IDRPR – Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná e com a Ocepar – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná. O prêmio “Orgulho da Terra”, homenageou 12 produtores, com as melhores práticas do agronegócio no Paraná, no início deste mês de dezembro. As categorias premiadas foram: soja e milho, bovinocultura (leite), bovinocultura (corte), feijão, psicultura, turismo rural, agroecologia – agricultura orgânica, sericicultura, inclusão social, agroindústria, suíno e aves. 

Agricultura sustentável

As práticas de conservação do solo, que fazem parte da rotina diária na fazenda São Judas Tadeu, em Mangueirinha, apontam Laércio Dalla Vecchia como referência, quando o assunto é agricultura de alto rendimento. Mas nem sempre foi assim. Há sete anos, Dalla Vecchia era um dos maiores aplicadores de agroquímicos da região. Essa realidade mudou, depois que o produtor começou a observar o que acontecia com a planta, no final de cada ciclo. “Eu gosto muito de observar. Eu sempre observava nas minhas plantas, que muitas delas, quando chegavam no final do ciclo, elas morriam por doenças radiculares e elas não conseguiam fazer o peso total do grão. Então, a partir dali, eu pensei, o que a gente pode fazer, para melhorar a saúde radicular das plantas? Não tem nenhum produto que faça isso. Só bons princípios agrícolas, é solo descompactado, é solo com fertilidade em termos de vida. É um solo em que a gente consegue corrigir o alumínio em profundidade. É um solo em que se aplica muito os princípios de sistema de plantio direto. E eu posso garantir uma coisa, quando a gente ingressa nessa agricultura sustentável, de bons princípios agrícolas, de monitoramento de doenças, de pragas, a gente se apaixona”

E essa mudança de atitude frente às técnicas de plantio de soja, acabaram por gerar lucro para Laércio Dalla Vecchia, pois o custo da produção por saca passou a ser de apenas R$30,00, enquanto a média da região chega a R$70,00 por cada saca de soja. “Os amigos naturais estão ganhando a guerra, estão dando conta de suprir a necessidade de atacar as pragas. Está bem interessante, para o controle de doenças”.

Sustentabilidade

Outra dica para saber se o produtor está realmente conseguindo interagir de forma positiva com o solo, é a grande quantidade de minhocas encontradas na terra. Elas são a prova de que o solo está vivo, que possui fertilidade e que está saudável. Com o manejo correto do solo, os benefícios são visíveis, como explica Laércio Dalla Vecchia. “Nós precisamos produzir no mínimo, de 8 a 12 toneladas de massa seca, de palha, por ano. Isso vai produzir carbono orgânico, matéria orgânica e isso vai gerar peso de grão. Isso é algo simples, que faz toda a diferença. O nosso solo, estando bem estruturado, a gente consegue aguentar melhor as intemperes climáticas, a gente consegue ter mais amigos naturais trabalhando a nosso favor… A gente consegue diminuir muito a pressão de doenças. Trabalhar com solo, com vida, é o que mais dá diferença na nossa planta. “

Dalla Vecchia afirma que buscar conhecimento é fundamental para o sucesso do negócio rural. “A gente precisa sempre estar reciclando conhecimento, buscando base na agricultura autossustentável. Fiz vários cursos. Cada vez que a gente vai estudando, aprendendo e aperfeiçoando, a gente percebe que a vida é a busca constante do aprendizado. Sempre tem alguma coisa, dentro da nossa propriedade, para aumentar a produção, que não significa gastar mais. Muito mais importante que os produtos que a gente aplica na lavoura, são os princípios”

Missão definida

Luiz Pasquali, extensionista do IDR-PR, conta alguns dos segredos que fazem deste produtor  destaque nacional e vencedor do prêmio “Orgulho da Terra” na categoria soja e milho: “uma das grandes missões que nós aprendemos com o Laércio, depois de um ano e meio, no trabalho que nós temos com ele, foi  quando ele disse que precisa desaprender, para reaprender. Então essa capacidade de estar ouvindo, de compartilhar informações, de buscar novas tecnologias; Esse desafio de construir princípios, é assim que ele consegue grandes produtividades! 

O projeto “Orgulho da Terra” é apresentado pela COAMO – Cooperativa Agroindustrial LTDA e  tem o patrocínio da Pneu Z.