Agronegócio

Preços do milho na China sobem após mau tempo atrasar embarques da safra

Reuters
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Preços do milho na China sobem após mau tempo atrasar embarques da safra
Agricultores na província de Gaocheng

12 de novembro de 2021 - 10:23 - Atualizado em 12 de novembro de 2021 - 10:25

Por Hallie Gu e Gavin Maguire

PEQUIM/CINGAPURA (Reuters) – Os preços do milho na China atingiram máximas em vários meses, apesar do avanço da safra, depois que o clima úmido desacelerou a colheita da safra e as cotações recordes da energia aumentaram os custos de secagem e logística dos grãos, disseram analistas e traders.

Os futuros da nova safra de milho na Bolsa de Commodities de Dalian subiram quase 9% no último mês, para o seu maior valor desde junho, enquanto os principais mercados à vista no leste e sul do segundo maior consumidor de milho do mundo subiram acentuadamente nos últimos dias.

“Chuvas e neve atrasaram as vendas da nova safra para o mercado em Liaoning (província), nas regiões noroeste e norte, enquanto a logística nos portos de Liaoning foi suspensa devido ao mau tempo”, disse Meng Jinhui, analista sênior da Shengda Futures.

Liaoning produz 7% do milho da China e tem portos que distribuem o grão de outras províncias do nordeste, incluindo Heilongjiang, a maior província produtora.

O milho à vista no principal centro de consumo de grãos da província de Shandong, no leste da China, saltou para 2.890 iuanes (451,81 dólares) a tonelada esta semana, ante menos de 2.650 iuanes no início do mês, depois que tempestades de neve atingiram o norte e o nordeste da China, atrapalhando os embarques de safras.

“Os agricultores têm o hábito de secar os grãos nos campos e vendê-los aos comerciantes logo após a colheita, quando o tempo está bom. Mas as chuvas e a neve interromperam a atividade”, disse Li Hongchao, analista do Myagric.com.

Os preços do trigo, um substituto do milho nas rações, também subiram com a forte demanda das indústrias e criações.

O plantio da nova safra de trigo de inverno foi atrasado nas principais regiões de produção por causa das chuvas constantes, alimentando preocupações com a produção do grão no país mais populoso do mundo.

(Reportagem de Hallie Gu em Pequim e Gavin Maguire em Cingapura)

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