Agronegócio

Café arábica acumula alta de 3,6% na semana; açúcar bruto fica estável

Reuters
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18 de dezembro de 2020 - 18:21 - Atualizado em 18 de dezembro de 2020 - 18:25

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda de 1,6% nesta sexta-feira, terminando a semana exatamente no ponto em que a iniciou, com o entusiasmo do mercado sendo afetado por incertezas em relação a um pacote de estímulos nos Estados Unidos e pelo aumento no número de casos de coronavírus no mundo.

O café arábica, por sua vez, acumulou ganho de 3,6% na semana.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou em queda de 1,6%, a 14,44 centavos de dólar por libra-peso, apenas 1 centavo acima do valor em que começou a ser negociado na segunda-feira.

* Os futuros do açúcar chegaram a atingir uma máxima de uma semana no início da sessão, a 14,76 centavos, mas notícias negativas do front macroeconômico, com a incerteza nos EUA e o avanço da Covid-19, tiveram um impacto negativo no mercado.

* Operadores disseram que o mercado já precificou as notícias sobre exportações da Índia e se mantém firme em um intervalo limitado, de 13,50 centavos a 15,50 centavos, embora o fluxo de investidores para as commodities como proteção contra a inflação seja algo a ser observado no próximo ano.

* “Olhando para 2020/21, nós antecipamos um déficit de 0,3 milhão de toneladas, com os aumentos de produção sendo compensados por uma recuperação de 1,7% no consumo global”, disse o Rabobank em nota.

* O açúcar branco para março recuou 5,10 dólares, para 398,30 dólares a tonelada.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em queda de 1,35 centavo de dólar, ou 1,1%, a 1,2525 dólar por libra-peso, após atingir uma máxima de três meses nesta semana.

* Operadores disseram que, por ora, o mercado pode ter atingido um pico, embora dados indicando uma queda nos estoques de café verde dos EUA para o menor nível em cinco anos estejam dando suporte à commodity.

* O arábica terminou a semana com alta de 3,6%, apesar de revisões para cima para a safra do Brasil.

* O café robusta para março recuou 7 dólares, ou 0,5%, para 1.380 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)