Agronegócio

Açúcar salta na ICE com alta de combustíveis no Brasil; café robusta sobe 2,5%

Reuters
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Açúcar salta na ICE com alta de combustíveis no Brasil; café robusta sobe 2,5%
Colheita de cana-de-açúcar em Pradópolis (SP)

25 de outubro de 2021 - 18:28 - Atualizado em 25 de outubro de 2021 - 18:30

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros de açúcar na ICE fecharam em alta nesta segunda-feira após outro aumento no preço de combustível no Brasil, maior produtor de açúcar, um movimento que pode levar as usinas a produzirem mais etanol e menos adoçante.

O café robusta aumentou acentuadamente.

AÇÚCAR

* O açúcar bruto para março ​fechou em alta de 0,31 centavo de dólar, ou 1,6%, em 19,39 centavos de dólar por libra-peso.

* Operadores disseram que o aumento de 7% no preço da gasolina anunciado no Brasil impulsionou os futuros de açúcar bruto no meio da sessão na ICE.

* Os preços mais altos da gasolina elevam os preços do etanol no Brasil, o que pode levar as usinas a aumentarem a produção do biocombustível nas últimas semanas da safra, reduzindo a fabricação de açúcar.

* Segundo a consultoria CovrigAnalytics, após a alta do preço do combustível no Brasil e considerando o atual patamar do câmbio nesta segunda-feira, o preço do etanol anidro subiu para o equivalente a 20,62 centavos de dólar por libra-peso.

* “Os preços domésticos do etanol no Brasil estão atingindo novas máximas quase diariamente. É um bom negócio para as usinas produzirem o combustível”, disse o analista Claudiu Covrig.

* O açúcar branco para dezembro avançou 4,80 dólares, ou 1%, para 505,40 dólares a tonelada.

CAFÉ

* O café arábica para dezembro fechou em alta 1,3% para 2,0255 dólares por libra-peso.

* Operadores disseram que o mercado está negociando em uma faixa, sem uma direção clara, em meio a incerteza quanto a oferta do próximo ano.

* Chuvas foram relatadas no fim de semana nas áreas cafeeiras do Brasil e mais estão previstas para os próximos dias, melhorando as perspectivas para a safra do próximo ano.

* O café rousta para janeiro fechou em alta de 54 dólares, ou 2,5%, em 2.195 dólares a tonelada.

* A forte demanda de torrefadores que estão aumentando a participação do robusta em suas misturas para escapar dos altos preços do arábica, bem como gargalos logísticos, continuam a sustentar o mercado, disseram operadores.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)

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