Agronegócio

Açúcar fecha em alta de 2% com preocupação por efeitos de geada no Brasil

Reuters
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30 de junho de 2021 - 17:35 - Atualizado em 30 de junho de 2021 - 17:40

Por Marcelo Teixeira e Nigel Hunt

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os futuros do açúcar bruto na ICE fecharam em alta nesta quarta-feira, com geadas atingindo regiões produtoras de cana-de-açúcar no Brasil, acrescentando preocupações sobre as safras do maior produtor do mundo, cujos desenvolvimentos já foram prejudicados pelo clima seco.

AÇÚCAR

* Açúcar bruto para outubro fechou em alta de 0,35 centavo de dólar, ou 2,0%, em 17,89 centavos por libra-peso.

* Geadas atingem regiões de plantação em São Paulo, sul do Mato Grosso do Sul e norte do Paraná, de acordo com analistas e serviços de clima, podendo potencialmente prejudicar as próximas safras, que já sofreram com seca excessiva.

* “Entretanto, é necessário alguns dias para avaliar os efeitos nas plantações de cana-de-açúcar e poder estimar o prejuízo”, disse trader Czarnikow em nota.

* A previsão é de mais geada na quinta-feira.

* A entrega contra o contrato de julho que expira na quarta-feira totalizou apenas 2.587 lotes, ou 131,427 toneladas, a menor entrega para a posição de julho desde 2014.

* Açúcar branco para agosto avançou 15,30 dólares, ou 3,5%, em 447,70 dólares a tonelada.

CAFÉ

* Café arábica para setembro fechou em queda de 0,45 centavo de dólar, ou 0,3%, em 1,5975 dólar por libra-peso, recuando levemente após avançar em máxima de três semanas de 1,64 dólares na terça-feira.

* Operadores estavam tentando avaliar o prejuízo deixado pelas geadas no Brasil.

* Corretores no Brasil acreditam que a maior parte do café será poupada dos prejuízos, uma vez que massa de ar frio será mais fraca quando atingir a principal área de produção, no Estado de Minas Gerais.

* “De Mongiana (área de café no Estado de São Paulo) para o norte parece que não há risco ou há pouco risco de geada”, disse a exportadora Comexin em nota.

* Café robusta para setembro fechou em alta de 30 dólares, ou 1,8%, em 1.705 dólares a tonelada.

(Por Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)