Agronegócio

Açúcar bruto se recupera na ICE; café recua de máxima de 3 meses

Reuters
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15 de dezembro de 2020 - 19:47 - Atualizado em 15 de dezembro de 2020 - 19:50

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE avançaram pela primeira vez em quatro sessões nesta terça-feira, recuperando parte das perdas recentes em meio a projeções de menor produção no Brasil na próxima temporada.

O café arábica fechou em queda, encerrando uma sequência de alta que havia levado os preços ao maior patamar em três meses.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,09 centavo de dólar, a 14,24 centavos de dólar por libra-peso, depois atingir uma mínima de 14,09 centavos.

* O açúcar reverteu a tendência de perdas em meio a notícias de uma provável queda de produção no Brasil no ano que vem.

* Operadores disseram que o açúcar foi impactado nas últimas sessões pela liquidação de posições compradas por fundos, que estão desmontando uma antes enorme aposta altista no adoçante.

* Há rumores de que a Índia está perto de anunciar um subsídio às exportações de açúcar, já muitoa atrasado.

* A produção de açúcar 2020/21 do Brasil foi estimada em 41,8 milhões de toneladas pela estatal Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o que representa avanço de 40% frente à temporada anterior.

* O açúcar branco para março avançou 2,20 dólares, para 392,50 dólares a tonelada.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em queda de 1,5 centavo de dólar, ou 1,2%, a 1,2465 dólar por libra-peso, recuando de uma máxima de três meses registrada na sessão anterior.

* O tempo segue favorecendo as áreas de café do Brasil, com mais chuvas previstas para os próximos dias. Os produtores, no entanto, estão céticos quanto a uma recuperação total, após um período mais seco que o normal afetar a floração neste ano.

* A safra de café do Brasil deve recuar 15% no ano que vem, para 57,4 milhões de sacas de 60 kg, projetou o Rabobank, indicando a produção mundial abaixo da demanda esperada para 2021/22.

* O café robusta para março recuou 4 dólares, ou 0,3%, para 1.372 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)