Agronegócio

Açúcar bruto fecha em queda na ICE com realização de lucros; café avança

Reuters
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19 de abril de 2021 - 17:22 - Atualizado em 19 de abril de 2021 - 17:25

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram mais de 2% nesta segunda-feira, sofrendo um revés após os ganhos acentuados da semana passada, que haviam levado o adoçante a uma máxima de seis semanas.

Os preços do café, por sua vez, terminaram o dia em alta.

AÇÚCAR

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,43 centavo de dólar, ou 2,6%, a 16,29 centavos de dólar por libra-peso. O primeiro contrato chegou a atingir a marca de 16,80 centavos na sexta-feira, maior nível desde 26 de fevereiro.

* Operadores disseram que houve uma dose de realização de lucros na sessão desta segunda, após a recente alta guiada pelas compras por fundos frente ao cenário de perspectivas menores para as safras da União Europeia e do centro-sul do Brasil.

* “Nós tivemos mais tempo para avaliar os resultados das geadas nas áreas sul e central do cinturão da beterraba na UE; as geadas mataram muitas das plantas recém-germinadas e deixaram os agricultores com uma escolha difícil –replantar ou não”, disse Robin Shaw, analista da Marex Spectron, em nota.

* O açúcar branco para agosto recuou 9,30 dólares, ou 2,0%, para 454,00 dólares a tonelada.

* O consumo de açúcar na Índia durante a época de pico de demanda deve cair pelo segundo ano consecutivo, depois que vários Estados impuseram restrições para conter o aumento no número de casos de Covid-19.

CAFÉ

* O contrato julho do café arábica fechou em alta de 0,7 centavo de dólar, ou 0,5%, a 1,319 dólar por libra-peso, recuperando-se da queda de sexta-feira.

* As áreas cafeeiras do Brasil devem permanecer majoritariamente secas nos próximos dias, o que pode prejudicar o desenvolvimento final dos grãos, em momento em que o país se aproxima do período de colheita do arábica.

* O café robusta para julho avançou 5 dólares, ou 0,4%, para 1.385 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)